O Mário sempre viveu rodeado de música, mas nunca se sentiu confiante para tentar um programa de talentos, até que a esposa decidiu mudar isso. Namoram desde que ele tinha 15 anos, casaram há dois, e ela sempre acreditou no seu potencial. De surpresa, inscreveu-o no The Voice Portugal e só lhe contou umas horas antes do primeiro casting. Mesmo sem ensaiar, foi… e deu certo!

A música entrou cedo na sua vida: começou a tocar acordeão aos 8/9 anos, acompanhando música tradicional portuguesa e fado. Aos 12/13 anos já animava bailes e festas populares ao fim de semana. Inicialmente cantava apenas fado, mas acabou por juntar o acordeão às atuações, criando a sua marca.

Trabalhava com o pai na recuperação de casas e limpeza de terrenos, até março deste ano. Nesse mês, perdeu o pai de forma repentina. O pai era o seu maior amigo, o braço direito, a pessoa que mais o apoiava e acompanhava para todo o lado e, por isso mesmo, o Mário diz que subir ao palco será também uma forma de o homenagear.

Tem uma ligação especial ao Alentejo e não troca a vida num sítio pequeno por nada. É pai de um menino, o Eduardo, de dois anos e que, sempre que vê um cantor, aponta e diz “pai”.