O programa “Príncipes do Nada” está de volta à RTP1 com uma nova temporada de 10 episódios, com novas histórias numa linguagem mais documental.

 “Príncipes do Nada” é um programa de televisão criado há 10 anos pela vontade partilhada entre Catarina Furtado, enquanto Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), e a RTP. Produzido pela Até ao Fim do Mundo, coautora do formato, este programa é dedicado ao trabalho na área do desenvolvimento nos países em vias de desenvolvimento e em Portugal.

Agora na quarta série, o “Príncipes do Nada” conta com um novo parceiro, o Instituto Camões. Quer ir mais longe neste compromisso de dar voz aos que trabalham diariamente pela melhoria do mundo, nas mais diversas áreas – da saúde à proteção da biodiversidade, da educação à agricultura sustentável. Visa, assim, uma abordagem mais abrangente, incluindo temas da agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que devem ser implementados até 2030.

A equipa de “Príncipes do Nada” viaja por países como Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste. Estão ainda mais presentes o olhar e a voz de quem vive nas realidades reportadas. Os testemunhos de quem trabalha, lado a lado, com a população e as histórias que revelam o impacto desse trabalho. São eles os protagonistas deste programa. Os verdadeiros “Príncipes do Nada”. Histórias humanas que apelam à nossa consciência de cidadãos e a uma urgência de atuação para a construção de um mundo mais equilibrado.

No primeiro programa começamos por Moçambique, onde ser albino é viver com medo. Medo da discriminação, da violência e de ser raptado. Os mitos associados à falta de pigmentação na pele têm ditado o aumento dos casos de perseguições e assassinatos de pessoas com albinismo. O corpo inteiro de uma pessoa albina pode valer 75 mil dólares. No Norte do país, a situação é ainda mais alarmante. Em Nampula conhecemos Pedro, um dos fundadores da associação Amor à Vida, criada em 2014 depois do desaparecimento do jovem César, irmão de Pedro, ambos albinos. Em Xai-Xai acompanhamos o admirável trabalho desta associação junto de famílias que vivem em comunidades mais isoladas e pobres, onde o nascimento de um filho albino pode levar a situação de abandono e a um maior risco de rapto ou perseguição.

Ainda na Província de Gaza comprovamos a importância da mensagem que os representantes da Amor à Vida transmitem através de palestras de sensibilização em escolas para desmistificar o albinismo e acabar com o preconceito. Numa breve passagem pelo Hospital Central de Maputo assistimos à intervenção cirúrgica a uma jovem de 21 anos que, à semelhança do que acontece à maioria dos albinos, sofre de cancro da pele.

Os cremes protetores são indispensáveis, mas demasiado caros neste país. A Associação Amor à Vida tem hoje mais de 700 associados e luta diariamente, com muitas dificuldades, pela proteção dos albinos e pela defesa dos seus direitos.

 Depois seguimos viagem até ao mercado de Bafatá na Guiné-Bissau.

uiados pelas cores, os cheiros e os sabores deste país descobrimos o Projeto de Apoio à Intensificação da Produção Alimentar e Desenvolvimento Comunitário (PAIPA-DC). A iniciativa é da Cooperação Portuguesa que quer reforçar a capacidade de produção do país, promover a inclusão das mulheres nos negócios, diminuir a insegurança alimentar e a pobreza.

À boleia com Djaló,a equipa do “Príncipes do Nada” visita tabancas (aldeias guineenses), testemunha os benefícios do uso de tratores na produção de arroz nas bolanhas doces e da disponibilização de descascadoras de arroz para a população.

“Príncipes do Nada” partilha ainda a agenda da ONU relativa aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que devem ser implementados até 2030, por um mundo mais equilibrado.

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