50 anos depois, Júlio Resende evoca Carlos do Carmo

Na primeira semifinal do Festival da Canção 2026, Júlio Resende convida Paulo Lapa para um momento musical de homenagem ao Festival da Canção de 1976, então denominado Uma Canção Para a Europa. Essa edição permanece única na história do concurso: as oito canções a concurso foram todas interpretadas por um único artista, Carlos do Carmo. A atuação de Júlio Resende e Paulo Lapa revisita esse momento singular, cruzando a memória do Festival com novas leituras musicais. 

Júlio Resende é um pianista e compositor português, pioneiro do género Fado-Jazz. Iniciou os estudos de piano aos 4 anos e formou-se no Conservatório de Faro, onde o contacto com a música clássica e a improvisação marcou profundamente o seu percurso. O jazz surgiu como uma linguagem de liberdade, articulando-se naturalmente com o fado, a música erudita e outras expressões musicais. Ao longo da sua carreira, desenvolveu uma estética muito própria, centrada na improvisação como ferramenta criativa transversal. Júlio Resende afirma-se hoje como uma das figuras mais singulares da música portuguesa contemporânea.  

Ao longo da sua carreira, tem desenvolvido projetos que cruzam improvisação, música erudita e música popular, afirmando-se como uma das vozes mais singulares do panorama musical nacional. 

Paulo Lapa nasceu numa família de músicos e descobriu a sua aptidão vocal durante o ensino superior, numa disciplina de coro. Fundou uma associação de ópera em Portugal e iniciou o seu percurso como produtor no Coliseu do Porto, tendo também trabalhado com companhias de ópera nos Estados Unidos. O crossover, cruzando estilos e linguagens, é hoje o espaço onde mais se reconhece artisticamente.