Saltar para o conteúdo principal

RTP Lab

A RTP Lab é o laboratório criativo e experimental da Rádio e Televisão de Portugal. Integrada no Serviço Público de Media, a RTP Lab existe para dar espaço à inovação, à experimentação e ao desenvolvimento de novas narrativas audiovisuais pensadas para o digital e para múltiplas plataformas.

É um lugar onde se testam ideias, linguagens e formatos fora das grelhas tradicionais de televisão. Um espaço aberto a projetos que arriscam, que exploram novas formas de storytelling e que dialogam com os modos contemporâneos de consumo de conteúdos, mais flexíveis, mais próximos e mais participativos.


A missão

A missão da RTP Lab é colocar a criação no centro do Serviço Público de Media, apoiando projetos que reflitam o presente e ajudem a imaginar o futuro do audiovisual.

Isso passa por incentivar:

  • linguagens contemporâneas adaptadas ao contexto digital;

  • novas formas de contar histórias e envolver o público;

  • experimentação estética, técnica e narrativa;

  • o surgimento de novos criadores e o contacto com comunidades artísticas;

  • a formação e valorização de talento emergente no setor dos media.

A RTP Lab procura, assim, ser um espaço de liberdade criativa, mas também de reflexão sobre as transformações culturais, tecnológicas e narrativas que moldam o audiovisual atual.


O que fazemos

Todos os anos, a RTP Lab promove uma consulta pública de conteúdos multimédia, aberta a criadores individuais, coletivos criativos, produtoras independentes, universidades e estúdios de design ou multimédia. Através desta consulta, são selecionadas propostas de ficção, documentário, comédia, animação ou formatos híbridos, pensados desde a origem para o meio digital.

Os projetos escolhidos passam por um processo de desenvolvimento e acompanhamento criativo, com apoio editorial e produção, permitindo que as ideias se transformem em conteúdos audiovisuais finalizados, com identidade própria e qualidade.

Os trabalhos produzidos sob o selo RTP Lab são disponibilizados principalmente na Coleção RTP Lab do RTP Play, onde o público pode assistir gratuitamente a séries, documentários e experiências narrativas que nasceram fora dos formatos convencionais.

👉 https://www.rtp.pt/play/colecao/rtp-lab

Para além da produção, a RTP Lab promove encontros, sessões de pitch, parcerias com escolas e universidades e momentos de partilha entre criadores, reforçando a ligação entre talento emergente e o Serviço Público de Media.


Projetos RTP Lab

«Foram selecionados projetos que integrem interação com o conteúdo na forma como a história é contada ou distribuída e que sejam totalmente desenvolvidos num ambiente digital.» – João Pedro Galveias, Direção de Multimédia da RTP.

Ao longo dos anos, a RTP Lab tem acolhido projetos muito diversos, que refletem a vitalidade e a criatividade do audiovisual português contemporâneo.

Entre os títulos disponíveis no RTP Play encontram-se AstroMano, uma comédia de ficção científica com humor pop e estética retro; Desassossego, uma narrativa fragmentada sobre o impacto das redes sociais; Prisma, uma obra polifónica sobre identidade criativa; ou Lugar 54, uma série antológica centrada em histórias humanas num espaço comum.

Mais recentemente, a RTP Lab estreou Três Tristes Tigres, o projeto mais recente a integrar a coleção, reforçando a aposta em novas vozes, linguagens e abordagens narrativas.

A estes juntam-se muitos outros trabalhos desenvolvidos ao longo dos anos, todos acessíveis na coleção RTP Lab do RTP Play.

A RTP Lab é uma porta de entrada para novas ideias e novos talentos no audiovisual português. Um espaço onde a experimentação é incentivada, a inovação é valorizada e as narrativas digitais encontram tempo, apoio e público para crescer.

Outros projetos RTP Lab:

Projetos escolhidos em 2018:

 

 

FRÁGIL:
Maria Miguel, Sofia e Francisca e começam a idade adulta e procuram encontrar-se, resolver os problemas clássicos dos millenials e, pelo meio, aprender a ultrapassar as suas mágoas mais profundas ajudando-se umas às outras.

A série passa-se entre Lisboa e uma quinta no Norte onde estas três mulheres nos 20’s vão tentar fazer um filme juntas e tomar controlo da sua vida. Se conseguem ou não, iremos ver.

«Ao longo da série vemos estas personagens sofrer, a ultrapassar os seus medos e aprender lições sobre a vida com a ajuda umas das outras. Esta comédia ataca as pequenas tragédias da vida.» Filipa Mendonça Amaro

 

ON C@LL:
Suzana (24) e Tiago (24) nunca se viram. Mesmo que se conhecessem, não seriam, de todo, amigos. É que ele é um Software Engineer extremamente letrado e tímido… e ela só quer ser perfeita e famosa na internet. Mas os dois têm o mesmo problema: estão apaixonados por pessoas que não podem ter.

«Os adolescentes e jovens adultos, dependentes das novas tecnologias e alheados da realidade, dividem-se cada vez mais em dois tipos: os que vivem na necessidade visceral de serem expansivos para fazerem notar a sua superficialidade; e os que se refugiam no silêncio dos ecrãs e têm problemas em expressar-se. Esta série aborda as vidas de dois personagens aparentemente caricaturais, servindo de crítica aos dois tipos de jovens, ao mesmo tempo que defende que quanto mais expusermos os nossos sentimentos e nos ajudarmos uns aos outros, mais nos vamos descobrir a nós próprios, podendo, inclusive, abrir as portas do verdadeiro amor.» Ruben R. Gomes

 

BAD & BREAKFAST:
Bad & Breakfast é o nome da companhia de Airbnb‘s gerida por Mr. Pauls que, além das casas que tem para alugar a turistas, conduz o negócio de família de duas gerações – a tasca situada em Alfama chamada “O Sabor de Lisboa”. Esta tasca tem uma particularidade: A sua especialidade, Pica Pau à Lisboeta, que consiste numa base de legumes guarnecida com pedaços cúbicos de carne de turista, salteada em alho e coentros…

Lenita (Carolina Torres) e Susana (Ana Valentim) trabalham para Mr. Pauls (Isac Graça) a limpar casas, mas acabam por fazer mais que isso: ao terem contacto com os turistas (maioritariamente do sexo masculino), elas seduzem-nos para uma noite de festa onde, a certo ponto, lhes dão um chupa-chupa que os faz adormecer que nem anjinhos. Quando os turistas, levados ao engano, estão a dormir, elas procedem à instalação de um chip colocado por trás da orelha direita da vítima, um chip chamado ‘Libelinha Roxa’. O chip permite que os turistas fiquem controláveis por uma app, não comercializada, chamada “rent-a-tourist”. Mr. Pauls utiliza depois esta app para encaminhar esses mesmos turistas para o seu matadouro, onde são transformados em produtos variados de carne, consoante a nacionalidade.

«Bad & Breakfast retrata Lisboa numa realidade paralela, num futuro não tão distante assim. A ideia é criar uma alegoria sobre a Lisboa em que vivemos, para que se possam discutir assuntos tão atuais como o turismo, ou a dificuldade que têm os artistas lisboetas em subsistir na sua própria cidade. Este processo foi sem dúvida uma experiência fantástica de aprendizagem e exploração, uma oportunidade que a RTP Lab veio possibilitar, uma oportunidade de se criarem novas linguagens, novas estéticas, novas vagas na ficção Portuguesa. Num futuro não tão distante assim.» Miguel Leão

 

INQUILINOS:
A admirável história de um rapaz agarrado ao passado e de uma rapariga à procura de algo novo e fantástico.
Fred (Sérgio Coragem) diz que Catarina (Érica Rodrigues) é a sua ex-namorada, mas ela diz que foi só um beijinho no jogo da garrafa. As circunstâncias da vida voltaram a cruzá-los, agora na burlesca casa de Fred. Desde dançarinos que os desafiam para duelos de dança, a seres perversos de inteligência artificial, esta pitoresca casa é uma fascinante galáxia kafkiana de infinitas possibilidades onde vislumbraremos o romance no meio do deboche e a humanidade no meio do ridículo.

«INQUILINOS surge do desejo de contar uma história num formato de curta duração para uma plataforma onde a narrativa não sofresse as limitações que existem noutras plataformas mais tradicionais. Assim surge INQUILINOS, uma série de cinco episódios onde o amor e as bizarrias do mundo virtual ganham vida nos temas e personagens.» – Paper Plane

 

MENOS UM:
MENOS UM conta a história de Alex (Filipe Santos/PZ), teclista de 25 anos que se muda para Lisboa para se desafiar. É consumido pelo ambiente de precariedade que afeta o país, cheio de jovens a recibos verdes que não têm condições de trabalho nem direito a subsídio de desemprego – esta luta constante que nos põe à prova todos os dias, a perda de identidade e as tentativas de a encontrar.
Uma geração que se agarra ao caminho que está mais perto, porque tem contas para pagar, mas que tenta alcançar o longe.

«MENOS UM surgiu nas Caldas da Rainha na ideia de ser uma série que acompanhava a vida de um músico de elevador. Depois de muitos anos, e com ajuda do Comicalate, a série ganhou os seus contornos. Decidimos acompanhar a vida de um músico de elevador com dupla personalidade e Paulo Zé Pimenta ficou encarregue da banda sonora original e desta outra faceta da personagem, que veio dar outro ritmo ao projeto. Assim se retrata através de comédia e da ficção a aventura que é ser artista na cidade de Lisboa, os recibos verdes, as rendas elevadas e a perda de auto-identidade artística.» Filipe Santos

 

Projetos escolhidos em 2017:

 

AMNÉSIA:
Um thriller policial vertiginoso – Disponível na RTP PlayYouTube e Instagram

Amnésia é um thriller policial que conta a história de Joana Almeida (Ana Vilela da Costa), uma jovem blogger de sucesso que, na manhã da publicação do seu primeiro romance enquanto autora, acorda com o seu namorado, Carlos (Nuno Janeiro), morto a seu lado.

«A beActive, que sempre apostou na inovação, não podia deixar de se associar a esta iniciativa e, por isso, desenvolveu a AMNÉSIA, uma experiência interativa que cruza uma história linear com as novas funcionalidades das redes sociais, nomeadamente o Instagram. Pela primeira vez vamos contar uma história em que algumas cenas irão desaparecer ao fim de 24 horas.» – Nuno Bernardo, beActive Entertainment.

 

#CASADOCAIS:
Cinco amigos peculiares – Disponível na RTP Play e no YouTube

Ema vem para Lisboa e partilha casa com quatro amigos excêntricos. Histórias sem tabus sobre o que é ser jovem no novo milénio (o sexo, o álcool, as drogas, as festas, a busca de emprego e o amadurecimento).

«A Casa do Cais é o materializar do sonho de produzir uma série de comédia com que a nossa geração se consiga identificar. É fantástico ter a oportunidade de mostrar realidades e mentalidades diferentes, assim como a aventura que é ser jovem hoje me dia, numa linguagem atual, crua e cómica.» – Peperan.

 

SUBSOLO:
Uma geração à procura numa Lisboa marginal – Disponível na RTP Play e no YouTube

Um grupo de jovens com que raramente nos cruzaríamos contam a sua história de sobrevivência numa cidade de sombras e escuridão.

«O SUBSOLO surgiu de uma ideia do coletivo VIDEOLOTION que, depois de apresentada à RTP, passou de uma série de ficção de 10 episódios a uma websérie de 5 episódios, com o objetivo de fazer ficção de qualidade cinematográfica num formato a que esta característica não é comum. O interesse em realizar o SUBSOLO nasce da vontade de mostrar um retrato de uma geração, num formato de guerrilha mas que vinga pela particularidade do conteúdo.» – Joana Peralta, Videolotion.

 

APPAIXONADOS:
Comédia romântica interativa onde o público faz de cupido – Disponível na RTP PlayYoutube APP móvel

Ana Real, 32 anos, está solteira há três e decide procurar o amor na internet. Regista-se numa aplicação, onde os utilizadores fazem de casamenteiro e votam no blind date que querem ver na semana seguinte.

«No Appaixonados, o espetador pode escolher quem vão ser os próximos encontros da Ana. A direção da narrativa é escolhida por todos e a equipa de escrita vai ter de adaptar-se de semana a semana. A App dos Appaixonados vai permitir a qualquer pessoa participar na escrita da série e decidir o destino romântico da Ana.» – Guilherme Trindade, Ankylosaur