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Novembro e dezembro no Theatro Circo

Para que a cultura e a arte continuem presentes no dia-a-dia do seu público, o Theatro Circo, em Braga, propõe um conjunto de espetáculos nas áreas da música, do teatro e da dança para os meses de novembro e dezembro.

O primeiro espetáculo de novembro, no dia 7, é o aguardado regresso em nome próprio de Selma Uamusse — depois de uma visita recente com Moullinex — para apresentar o novo Liwoningo, disco produzido por Guilherme Kastrup, vencedor de um Grammy por A Mulher do Fim do Mundo e Deus É Mulher, de Elza Soares. O segundo trabalho de Selma Uamusse conta também com a participação de alguns elementos dos brasileiros Bixiga 70, dos moçambicanos Chenny Wa Gune, Milton Gulli e Lena Bahule e do korista Mbye Ebrima, da Gâmbia.

Na semana seguinte, há teatro pela companhia Ninguém, com a peça Delírio a Dois, de Eugène Ionesco, no dia 13 de novembro. No dia 14, é a vez de o pianista Tiago Sousa apresentar o seu novo álbum, Oh Sweet Solitude, sucessor de Um Piano nas Barricadas (2016).

A 27 de novembro, tem lugar a apresentação de uma criação do coreógrafo Victor Hugo Pontes que dá continuidade à sua pesquisa em torno das fronteiras que separam o teatro e a dança, a palavra e o movimento. Drama recria, cena a cena, a peça seminal de Pirandello, levando mais longe as questões acerca do próprio ato criativo.

No dia seguinte, 28, Adriana Calcanhotto regressa ao Theatro Circo para apresentar um novo disco. Com Margem, a artista brasileira fecha a trilogia marítima iniciada em Maritmo (1998), que explicita a sua paixão pelo mar, e continuada em Maré (2008), que reforça a ambiência oceânica. Margem permite, em palco, o encontro destes três projetos marítimos, separados por dez anos e diferentes aventuras musicais entre si.

Em dezembro, no dia 5, é a vez de B Fachada pisar novamente o palco do Theatro Circo, para apresentar o novo Rapazes e Raposas, trabalho aclamado pela crítica nacional como um dos seus melhores discos de originais.

No dia 11 de dezembro, em comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, e depois de o fazer em três grandes salas açorianas, Sara Miguel reúne no Theatro Circo alguns dos músicos com quem mais gosta de tocar para um tributo ao jazz como música de intervenção e à cantora Nina Simone, uma das artistas simultaneamente mais geniais e mais incompreendidas da história do estilo, com o espetáculo A Voice for Freedom.

Por fim, no dia 12, St. James Park (GrandFather’s House) e Cláudia Guerreiro (Linda Martini) apresentam o espetáculo Häxan, baseado em Malleus Maleficarum, um guia alemão do século XV para inquisidores. Häxan é um estudo de como a superstição e o desentendimento de doenças, em particular a doença mental, poderiam levar para a histeria das caças às bruxas. A dupla de músicos apresenta uma peça para sintetizadores e instrumentos de corda que servirá de banda sonora para o filme mudo de terror sueco-dinamarquês escrito e dirigido por Benjamin Christensen em 1922 em estilo documentário, que mostra a evolução da bruxaria desde as suas raízes pagãs.

(Os concertos destacados têm o apoio da Antena 3.)

Toda a programação e demais informações: www.theatrocirco.com