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A rentrée do Novo Ático

ATUALIZAÇÃO [13 setembro]: Fruto da indisponibilidade de um dos elementos da banda de JP Coimbra por motivos de força maior, o concerto previsto para o dia 25 de setembro será adiado para data a revelar oportunamente.


O Novo Ático volta a abrir-se à cidade neste mês de setembro com a banda de intervenção portuense daguida e o multifacetado JP Coimbra, depois de dois meses intensos após a abertura da sala e da pausa em agosto. Desde a sua abertura em junho de 2022, a sala do Coliseu do Porto já acolheu concertos de artistas como Mão Morta, Três Tristes Tigres ou A garota não, entre outros, sempre com o apoio da Antena 3.

A 11 de setembro, sobem ao palco os daguida, que se apresentam como operários da lusofonia, que a partir da sua fábrica de canções, observam a condição humana, exposta na virtude e no defeito. Dão voz àquilo que muitos pensam, mas poucos dizem. Amigos de escola, catequese e festas punk, Yuran, Gecko e Koala não conhecem o medo quando se trata de cumprir a sua missão. Criam com o objetivo de derrubar preconceitos e desfazer verdades totalitárias. Munidos de amor e rebeldia vão desenhando a banda sonora das suas vivências. Do seu baú, os daguida lançam batidas rock, ritmos africanos, guitarras bem talhadas e vozes de manifesto.

Já no dia 25 de setembro, a programação conta com JP Coimbra, músico e compositor com mais de 25 anos de carreira, tendo produzido também música para cinema, teatro e dança. Elemento dos Mesa e de várias bandas como os Três Tristes Tigres, os Goldfinger e os Bandemónio de Pedro Abrunhosa, apresenta-nos agora Vibra, o álbum de estreia do seu primeiro projeto a solo. Lançado em novembro de 2020, é um álbum de música instrumental que parte de gravações em alguns espaços característicos do Porto, como os corredores da Casa da Música ou as escadas rolantes da estação de metro do Marquês. Estes espaços foram tratados como instrumentos musicais, contribuindo com a sua volumetria para a composição, onde entra um piano, um quarteto de cordas e um grupo coral.

Em outubro, estreia-se no Porto a emblemática festa de semba Kuia Só, mas a programação do mês conta ainda com nomes já bem conhecidos do público português: Rui Tinoco, Neev e Cassete Pirata. Até ao final do ano, as matinés de domingo do Novo Ático recebem ainda Guga, Surma, JP Simões, Club Makumba, S. Pedro e Irma.

O Novo Ático abriu ao público em junho e, desde então, já recebeu nomes como Mão Morta, Três Tristes Tigres, Elisa Rodrigues, TT Syndicate, A garota não, entre outros. Parte integrante do histórico edifício do Coliseu Porto Ageas, o Salão Ático foi uma referência da vida cultural da cidade do Porto na qual se realizaram emblemáticos chás dançantes nas matinés portuenses, mas também bailes e encontros políticos. Para esta nova vida, a sala que foi originalmente inaugurada em 1941 — e que na última década já fora rebatizada como Sala 2 — recuperou parte do seu nome original e passou a ser identificada como Novo Ático.

O objetivo desta reabilitação foi trazer o Novo Ático para o século XXI , capacitando a sala para responder às exigências atuais e dar-lhe novas valências. Com a sua valorização, o Coliseu Porto Ageas ganha assim mais um espaço com programação cultural, preparado para todo o tipo de eventos. Com capacidade para 300 pessoas em pé e 180 pessoas em formato de plateia sentada, o Novo Ático representa também uma nova oportunidade para inúmeros artistas e profissionais da cultura apresentarem os seus projetos ao vivo num momento vital para a recuperação da atividade cultural.