• Poder Soul

    8 novembro 2021 – 12 novembro 2021

    Segunda-feira

    Spyder Turner

    I’m alive with a lovin’ feeling

    MGM

    Spyder Turner nasceu Dwight David Turner, em Beckley, na Virginia, em 1947.

    Mudou-se para Detroit muito cedo e, ainda adolescente, começou a cantar com grupos Doo Wop locais, como The Nonchalants, antes de fazer uma viagem a Nova Iorque, para vencer um concurso de talento no mítico Apollo Theatre, e de se estrear em disco, em 1964, na companhia dos Stereophonics

    Em 66, assinou contrato com a MGM, iniciando um percurso de relativo sucesso que, embora nunca chegasse a ter escala nacional, se reflectiu na gravação de três Lps e dezena e meia de singles, entre os quais se encontram um par de clássicos e hits, como a sua bela versão de “Stand by me”.

    Editado em 71, “I’m alive with a lovin’ feeling” foi o último dos discos que registou pela MGM, major que trocou pela Whitfield, e, na minha opinião, a sua grande contribuição para as pistas de dança.

    Uma grande canção Northern Soul, que se transformou num clássico no seio deste militante movimento e que, sendo rara no seu formato original, acaba de ser reprensada pela austríaca Record Shack.

     

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    8 novembro 2021 – 12 novembro 2021

    Terça-feira

    Willie + West

    Attica massacre

    Turbo

    Aparentemente formado por Willie Hackett e John West, Willie + West foi um duo vocal, nativo de Augusta, na Georgia.

    Começaram o seu percurso artístico a meio da década de 50, integrados em pequenos grupos Gospel, com quem percorreram o estado da Georgia e parte da Carolina do Sul, antes de se mudarem para Nova Iorque, em 61, à procura de mais oportunidades.

    Fundaram os Theons, banda que singrou nos palcos da Grande Maçã e que até terá sido sondada por uma grande editora, mas o serviço militar e a incorporação de West nas Forças Armadas interrompeu essa aventura, por muito que ambos os cantores se tenham mantido em actividade.

    Em 1967, voltaram a juntar-se, já como Willie + West, e foram contratados pela All Platinum, da tentacular Sylvia Robinson.

    Entre 68 e 72, gravariam um marcante e colecionável Lp e dois singles, para as subsidiárias Stang e Turbo, deixando-nos uma série de temas de culto.

    Editado em 72, “Attica massacre” foi o seu derradeiro sete-polegadas e, para mim, a sua grande obra-prima.

    Uma enorme canção Funky Soul, inspirada nos tumultos e no consequente massacre de prisioneiros na prisão de Attica, em 71, e com  um forte contéudo politico-social, que está entre a melhor música negra daquela década e que, sendo praticamente impossível de assegurar no seu formato original, foi reeditada, há um par de meses, pela Hit + Run Records.

     

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    8 novembro 2021 – 12 novembro 2021

    Quarta-feira

    The Lewis Connection

    Feeling good to ya

    The Lewis Connection

    Fundada pelos irmãos Pierre e André Lewis, The Lewis Connection é um dos projectos que esteve na génese da crucial cena de Minneapolis, comandada por Prince.

    A banda, que também incluia Sonny Thompson, futuro membro da New Power Generation, e músicos locais como Richard Lowe, Barbara Bolar, Richard Hicks, David Wright, Aaron Weatherspoon, Randy Barber, Bill Perry, Jeffery Tresvant, Chuck Adams e Paul McGee, fez quarto sessões de gravação, entre 1976 e 79, a primeira das quais com a colaboração de Prince, que acabaram por resultar no seu único disco: um Lp auto-editado que foi lançado com um erro de tipografia por faltarem os fundos para o corrigir.

    “Feeling good to ya” é um dos temas desse grande longa-duração e, sendo os seus mais espantosos momentos demasiado extensos, aquele que escolhi para apresentar este projecto de culto.

    Uma original e futurista fusão de Jazz, Funk, Soul e Psicadelismo que é um fiel retrato do enorme talento da banda e deste obrigatório álbum, que troca de mãos por cerca de meio milhar na sua versão original, e que, felizmente, foi resgatado pela Numero Group, em 2013.

     

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  • Poder Soul

    8 novembro 2021 – 12 novembro 2021

    Quinta-feira

    The Parker Brothers

    Why

    Crown Vetch Enterprises, Inc.

    Todos brancos, Norman Hogel, William Gaye, Armand DeGenova, Frank Benedict, Mark Koch e Kenny Blake formaram os Parker Brothers, em Pittsburgh, na Pensilvânia, na viragem dos 70 para os 80.

    Inspirados em bandas como os Doobie Brothers ou os Blood, Sweat + Tears, tocavam uma estimulante mistura de Jazz e Rock com Blue-Eyed Soul e Boogie.

    Apenas gravaram um Lp, nos Peppermint e nos Marjon Studios, em 1981.

    Produzido por George P. Grexa, este álbum, que se transformou num objecto de coleção para os mais interessados adeptos do chamado AOR, acabou por apenas ter uma pequena edição, em 85, através da Crown Vetch Enterprises, Inc., independente fundada pelo produtor e que apenas lançou mais um disco.

    “Why” é um dos bons temas deste longa-duração, homónimo, e, para mim, a sua mais imaculada incursão ao território da Soul.

    Uma contagiante canção Modern, contaminada pelo Disco, com uns enormes arranjos e uma produção imaculada, que nunca falha quando lançada numa pista de dança.

     

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  • Poder Soul

    8 novembro 2021 – 12 novembro 2021

    Sexta-feira

    Bobby Bowens + Shades of Magic feat. Ron Engram

    Gonna love somebody

    Galactic Star

    Nativo de Edisto Beach, na Carolina do Sul, Bobby Bowens começou a cantar, ainda criança, no coro da Edisto Presbertian Church, antes de se dedicar à bateria, primeiro na Jane Edwards Elementary e depois na Baptist Hill High Schools.

    Depois de se graduar mudou-se para Nova Iorque onde, apadrinhado por Roy C., se transformou num requisistado músico de sessão, colaborando com nomes como Maxine Brown, Wilson Pickett ou Millie Jackson, entre outros.

    Apenas nos anos 80, iniciou o seu percurso em nome próprio, na companhia dos seus Shades of Magic, com quem, entre 81 e 86, gravou um Lp e meia dúzia de singles, para as independentes Three Gems e Galactic Star, que viriam a marcar a mais alternativa cena Soul daquela década.

    Parte do seu único álbum e prensada, em 84, num ultra-colecionável sete-polegadas – “Gonna love somebody” – será a sua maior contribuição para a cena Soul especializada, acabando por ter uma edição em território britânico, através da Move.

    Uma imensa canção, que cruza estruturas rítmicas do Electro e do mais moderno Boogie, com uma escrita e uns arranjos quase clássicos, e que foi reactivada recentemente por Djs referência, como Soul Sam.

     

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