• Poder Soul

    29 novembro 2021 – 3 dezembro 2021

    Segunda-feira

    Mark III Trio

    Good grease

    In

    O Mark III Trio foi formado a meio da década de 60, por Edwin Kelly, no orgão, Johnny Lewis, na guitarra e Ricardo Lewis, na bateria, na Baía de San Francisco, na Califórnia.

    Entre 65 e 67, o trio gravou quatro singles para In Records, independente de Berkeley, que também nos deu discos altamente colecionáveis de Calvin Grayson ou Eddie Foster, dois dos quais foram licenciados a ATCO, na expectativa de terem dimensão nacional, algo que não aconteceria.

    Ainda assim, valeram-lhes um lugar de culto em vários quadrantes da cena retro – da Jazz Dance à Mod, passando pela Deep Funk.

    Gravado em 65, “Good grease”, será o seu disco de estreia, foi prensado pela In e, mais tarde, pela Wingate e é aquele que faz o pleno.

    Um explosivo instrumental, que incendeia pistas de dança há pelo menos quatro décadas e que é completamente obrigatório nas mais exigentes coleções, até por pode ser assegurado pelo preço do tremoço.

     

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    29 novembro 2021 – 3 dezembro 2021

    Terça-feira

    Soul Express

    Determination Pt.1

    Helpp

    Os Soul Express foram a banda residente da Helpp, ou Help Everyone Live Peacefully Profitably Records, independente fundada por Eddie Owen, em Chattanooga, no Tennessee, cidade por onde passou este importante músico, cantor, produtor e compositor nativo do Connecticut, depois de ter feito carreira em Nova Iorque e de ter assinado vários clássicos como Shorty Billups e Eddie Billups.

    É, aliás, essa ligação à Grande Maçã e, em particular, à Queen Constance de Peter Brown e de Patrick Adams, que explica que tanto este tema, como o seu hino “Shake off that dream” tenham sido prensados, sem que os Soul Express fossem creditados, pela Sound of Gold ou Sound of N.Y. + Tennessee, marcas distribuidas pelo grupo editorial de culto de Queens.

    Para além de, entre 73 e 75, terem participado na gravação de meia-dúzia de sete-polegadas de Linda Perry, Jay Floyd e do próprio Billups, os Soul Express, comandados por Ronald McGinty e Willie Crews, apenas gravariam um single, em nome próprio.

    Registado em 74 e dividido em duas partes, que apelam a diferentes sensibilidades da cena especializada, “Determination” transformou-se num ultra-cobiçado objecto de coleção.

    Um espantoso double-sider, cuja primeira parte, aquela que vos trago aqui, é uma verdadeira obra-prima da mais progressiva Funky Soul e a segunda um contagiante e visceral instrumental Deep Funk.

     

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    29 novembro 2021 – 3 dezembro 2021

    Quarta-feira

    The Volumes

    I’ve never been so in love

    Garu

    Robert Williams, Ronnie Wallace, Vernon Shannon e os gémeos James e Joseph Garnett, formaram os Volumes, a meio dos anos 60, na Edgar Allan Poe Junior High, em San Antonio, no Texas.

    Depois de arrasar um concurso de talento da Brackenbridge High, o quinteto vocal, foi convidado por Manny Guerra e Hector Valdez a assinar o contrato que resultaria no seu único disco.

    Compositor, Valdez tinha-se associado a Dimas Garza, então líder dos Royal Jesters, para fundar a Garu, uma editora que se propunha trabalhar o talento latino daquele estado vizinho do México.

    Na tentativa de conseguir a implantação de independentes locais, como a Cobra ou a Key-Loc, a dupla contratou Manny Guerra, director músical dos omni-presentes Sunglows e dono da GC Productions, marca que revelou talento como Latin Breed ou Mickey + The Soul Generation, para dirigir a sua operação.

    Gravado em 69, “I’ve never been so in love” é o lado b do histórico double-sider dos Volumes e o mais disputado sete-polegadas do catálogo da Garu.

    Uma verdadeira obra-prima Crossover uptempo, com uns espantosos arranjos e uma tremendas harmonias vocais, que sendo praticamente inalcançável no seu formato original, foi reprensada pela Numero Group, em 2021, como parte da sublime caixa “Eccentic Soul: Omnibus vol.1”.

     

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    29 novembro 2021 – 3 dezembro 2021

    Quinta-feira

    Odyssey

    Don’t tell me, tell her

    RCA

    Nativas das Virgin Islands, mas radicadas em Nova Iorque, as irmãs Carmen, Lillian and Louise Lopez formaram o trio vocal The Lopez Sisters, em 1968, tendo passado vários anos a cantar em festas privadas, casamentos e pequenos clubes, sem nunca conseguirem ter qualquer sucesso.

    Depois de Louise ter desistido e ter sido substituida por Tony Reynolds, um cantor e baixista de origem filipina, o grupo adoptou a designação Odyssey e arrancou, finalmente, para um percurso carregado de êxito.

    Reynolds abandonou os Odyssey logo depois de terem editado o seu primeiro Lp e o hit “Native New Yorker”, dando lugar a Steven Collazzo, que assumiu a direcção músical do grupo nos seus restantes seis álbuns, editados entre 1978 e 2011.

    “Don’t tell me, tell her” é um dos temas de “Hang together”, o seu terceiro e mais sólido Lp, e, para mim, o maior dos vários clássicos que nos deixaram.

    Uma imensa canção Soul midtempo, temperada por algum tropicalismo, com uma interpretação, uns arranjos e uma produção superlativos, que está entre a mais essencial música negra de sempre.

     

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    29 novembro 2021 – 3 dezembro 2021

    Sexta-feira

    Fire Water

    Twilight

    Febop

    É nula a informação disponível acerca desta banda e do único disco que nos deixou e nem sequer aquilo que o seu rótulo mostra nos permite tirar qualquer conclusão.

    Existem algumas especulações possíveis mas, de facto, o seu fundamento poderá sempre ser posto em causa.

    Uma delas tem a ver com o número de catálogo deste sete-polegadas: há quem o “encaixe” na sequência editorial da Jewel Recording Company, pondo a hipótese da Febop, marca que terá editado este single e que ficou por aqui, tivesse sido uma subsidiária desta independente, fundada por Rusty York, em Cincinnatti, no Ohio.

    Uma pesquisa acerca da P.A.S.P. Inc., creditada como sendo detentora do publishing destes dois temas, leva-nos, noutro sentido, até Nova Iorque, onde uma companhia com esta designação operou, na área do entretenimento, entre 76 e 85.

    Seja como for, “Twilight” é uma deliciosa pérola Jazz Funk futurista.

    É que este espantoso instrumental, gravado em 84, soa hoje mais do que actual e moderno, sendo uma arma de eleição nas malas dos mais progressivos Djs da cena especializada.

     

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