• Poder Soul

    28 março 2022 – 1 abril 2022

    Segunda-feira

    Wee Willie Mason + Billy Clark

    There she blows

    Jay-Walking

    Wee Willie Mason e Billy Clark foram um cantor e um saxofonista que marcaram a cena Soul da zona de Washington D.C. e de Baltimore, nas décadas 60 e de 70.

    Entre 67 e 75, Mason gravou cinco singles, para marcas como a Ka La Ma, Lantic Gold, Ro-Jac, Jay-Walking e Juldane, entre os quais “Why” o seu raríssimo disco de estreia e hino Northern Soul.

    Billy Clark teve a sua primeira66 experiência em estúdio em 1955 e editou um par de sete-polegadas, através da Keynote e da Nale, antes de começar a colaborar com o projecto do exótico Harmon Bethea – The Maskman + Agents – que o levou a cruzar-se com Mason.

    Gravado em 71, para a Jay-Walking, subsidiária da importante Soulville, fundada por Bobby Fulton, em Harrisburg, na Pensilvânia – “There she blows” – é o lado B de “Funky Funky (hot pants)”, um dos discos assinados por Wee Willie Mason, mas é, na realidade, um tema de Billy Clark.

    Um belo instrumental, que cruza Rhythm + Blues e Funk e se transformou num clássico obrigatório da cena Rare Groove.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 março 2022 – 1 abril 2022

    Terça-feira

    Johnny Copeland

    No puppy love

    Kent

    Guitarrista, cantor e compositor Blues, de excepção, Johnny Copeland nasceu em Haynesville, no Louisiana, em 1937.

    Depois de se mudar para Houston, no Texas, formou a sua primeira banda – The Dukes of Rhythm – com quem se estreou em disco, em 1956.

    Dois anos mais tarde iniciou um percurso em nome próprio que, até 97, o ano da sua morte, se reflectiu na gravação de dezena e meia de Lps e o dobro dos singles, para selos como Mercury, Golden Eagles, Suave, Wand ou Atlantic, entre muitos outros, para além de ter escrito canções para nomes como Bobby Bland, O.V. Wright ou a sua filha Shemikia Copeland.

    Composto para um sete-polegadas de Jackie Paine, editado pela Jetstream, em 66 – “No puppy love” – também foi gravado por Johnny Copeland, para a Kent, no ano seguinte, mas ficou arquivado quase quatro décadas, apesar de ser um dos seus momentos de eleição.

    Uma intensa e musculada canção que está entre a melhor Soul da década de 60 e é obrigatória em qualquer coleção que a pretenda cobrir.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 março 2022 – 1 abril 2022

    Quarta-feira

    107th Street Stickball Team

    On old Broadway

    Dorado

    Para além de ser uma das figuras chave da cena musical do East Harlem e um dos principais impulsionadores do Boogaloo e da Latin Soul, Bobby Marin era campeão de Stickball, uma versão de rua do Baseball.

    Sendo a casa deste marcante compositor, arranjador e produtor, responsável por grande parte do catálogo da histórica Speed Records, na 107th Street, rua onde também praticava o seu desporto de eleição, baptizar este projecto foi algo natural.

    107th Street Stickball Team, foi uma das aventuras pós-Speed de Bobby Marin, juntou-o a talentos como Louie Ramirez ou Ricardo Marrero e, apesar de apenas nos ter deixado um Lp e um single dele retirado, ficou na história da mais decisiva Latin Soul dos 60.

    Gravado em 69, para a Dorado Records, de Ralph Lew – “On old Broadway” – é o tema de abertura e o sete-polegadas de apresentação de “Saboreando – Pot Full of Soul”, o seu ultra-colecionavel longa-duração.

    Uma imensa canção Soul latina, que é um clássico obrigatório do género e que está ao alcance dos comuns mortais desde que o álbum que abre foi reeditado pela Everland, em 2018.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 março 2022 – 1 abril 2022

    Quinta-feira

    Louise Freeman

    I can do it

    Shout)

    Presumivelmente nativa da Georgia, Louise Freeman foi uma talentosa, mas pouco conhecida, cantora que esteve activa entre as primeiras metades dos anos 70 e 90.

    Depois de ter assinado pela Shout, independente fundada por Burt Berns, que tinha “trocado” Nova Iorque por Atlanta, Louise Freeman gravaria uma mão cheia de singles e um álbum, para a Playboy, a AJ’s e a Ichiban, entre 1974 e 91.

    Produzido por Jerry Weaver, um artista, compositor e produtor conhecido pelo seu trabalho com a Sound of Birmignham, emblemática independente de Alabama, e escrito em parceria com J.W. Alexander, lendário colaborador de Sam Cooke, Bobby Womack ou Little Richard – “I can do it” – é o seu segundo e derradeiro sete-polegadas para a Shout e o seu maior clássico.

    Uma enérgica e contagiante canção Disco Funk, reminiscente do melhor que nos deram projectos como os B.T. Express, que levou o seu talento vocal além-fronteiras, tendo sido também prensada no Reino Unido, na Alemanha e em França.

     

    ▶️ OUVIR

  • Poder Soul

    28 março 2022 – 1 abril 2022

    Sexta-feira

    Earl White Jr.

    Very special girl

    Cygnet

    Ao contrário daquilo que a base de dados do Discogs nos leva a crer, este Earl White Jr. e o compositor, com o mesmo nome, que escreveu temas gravados por gente como Duke Ellington, Cannonball Adderley, Bill Doggett ou Don Byas não são a mesma pessoa, nem sequer contemporâneos.

    Este é um misterioso cantor de Shreveport, no Louisiana, que apenas gravou um sete-polegadas, patrocinado por James Stroud, o importante baterista e produtor local e uma das forças motoras dos míticos Malaco Studios, de Jackson, no Mississippi.

    Editado em 77 pela Cygnet, pequena independente criada por Stroud, que também nos deu um colecionável disco de Rochelle Rabouin – “Very special girl” – é o lado B desse single e um verdadeiro Graal no seio da cena especializada.

    Uma autêntica obra-prima Modern Soul midtempo que, desde que foi lançada nas pistas de dança, na década de 80, troca de mãos na casa dos milhares e que, felizmente, foi reprensada pela Soul Brother, em 2020.

     

    ▶️ OUVIR