• Poder Soul

    28 junho 2021 – 2 julho 2021

    Segunda-feira

    Curly Davis + The Uniques

    Black cobra (Part I)

    Custom Sound

    É praticamente nula a informação disponível acerca de Curly Davis e dos seus Uniques.

    O único disco que editaram, leva-nos a crer que serão de Shreveport, no Louisiana, e que terão estado activos durante a viragem dos anos 60 para os 70.

    Fazem parte de um conjunto de projectos que gravitavam à volta do Sound City Recording, um estúdio fundado em 68, que, aparentemente, era proprietário da Alarm e da Custom Sound, importantes independentes locais, que nos deram gravações de referência de nomes como Ted Taylor, Ruben Bell, Ray Crumley, World Wonders ou Eddie Giles.

    Escrito por John Robertson e Phil Davis, “Black cobra” é um absoluto clássico Deep Funk e o mais colecionável dos sete-polegadas prensados pela Custom Sound.

    Um crú e visceral instrumental, dominado pela guitarra e dividido em duas partes, distribuidas pelas duas faces do single, que nunca falha quando lançado numa pista de dança.

     

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  • Poder Soul

    28 junho 2021 – 2 julho 2021

    Terça-feira

    Lito Barrientos y su Orquesta

    Push + pull

    Onda Nueva

    Nascido Rafael Barrientos, em Armenia, El Salvador, em 1919, Lito Barrientos foi um músico, líder de orquestra, compositor e produtor que teve uma papel absolutamente decisivo na história da Cumbia.

    O seu percurso profissional iniciou-se, nos anos 40, quando foi convidado a assumir o trombone no grupo Alma India, por sugestão do seu irmão mais velho Leopoldo, então um conceituado músico.

    Criou a sua própria banda no príncipio da década de 60 e, entre 61 e 87, gravou cerca de duas dezenas de Lps e o dobro dos singles, para marcas como Discos Fuentes, Onda Nueva, CBS, Discolando, Tropical, Dicesa ou a sua Discolito.

    Embora o seu maior hino seja “Cumbia en do menor” – “Push + pull” – é uma das suas surpreendentes incursões ao território da Soul e do Funk.

    Um autêntico monstro Latin Funk, gravado em 1970, como parte do excelente e colecionável Lp – “Lito Barrientos en Onda Nueva” – que leva qualquer clube ao delírio e que, nos anos 90, foi alvo de uma reprensagem, de legalidade dúvidosa, num sete-polegadas da francesa Soul Patrol.

     

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    28 junho 2021 – 2 julho 2021

    Quarta-feira

    The Pazant Brothers + The Beaufort Express

    Loose + juicy

    Vanguard

    Embora sejam nativos de Savannah, na Georgia, foi em Nova Iorque que os irmãos Eddie e Alvin Pazant, respectivamente saxofonista e trompetista, fizeram grande parte do seu percurso artístico.

    Talentosos músicos de sessão, Eddie deu nas vistas como membro da orquestra de Lionel Hampton, antes de a meio dos 60, se reunir com Alvin na liderança da secção de sopros de gravações de nomes como Pucho + his Latin Soul Brothers ou Kool + The Gang, entre outros.

    Foi, também, nessa altura que Ed Bland os recrutou como parte da backing-band das suas produções para a recém-fundada GWP Records, tendo, dessa associação, resultado a sua estreia em nome próprio.

    Entre 68 e 76, os Pazant Brothers editaram um Lp e dez singles, através da RCA Victor, da GWP, da Priscilla, da Vigor, da Epic e da Vanguard, deixando-nos uma mão cheia de clássicos.

    Gravado em 75, na companhia dos Beaufort Express, a sua banda suporte – “Loose + juicy” – emprestou o seu nome ao seu único e sólido longa-duração e é, na minha opinião, o maior desses hinos.

    Uma verdadeira bomba Funk, temperada pelo Disco, que destroi qualquer pista de dança e que é completamente obrigatória numa coleção que pretenda cobrir a mais incontornável história da música negra.

     

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    28 junho 2021 – 2 julho 2021

    Quinta-feira

    Sir Henry Ivy

    He left you standing there

    Future Dimension

    Nativo de Memphis, Sir Henry Ivy é o primo mais novo do lendário O.V. Wright.

    Começou a cantar Gospel, com nove anos de idade, na Grace Creek Baptist Church e, fez parte dos Miracles, dos Dixie Wonders e dos Southern Jubilees, antes começar a actuar com Ted Taylor e Bobby Rush, em eventos como o Stone Soul Picnic e em clubes como o Hawaiian Isle e o Club Paradise.

    Foi num desses concertos que o empresário George Wright o descobriu e o convidou a iniciar um curto percurso discográfico que, entre 1977 e os primeiros anos da década de 80, se reflectiu na edição de três singles, através da Future Dimension, da Brian Manor e da Excel.

    Gravado nos pequenos Allied Studios, na companhia da secção rítmica da histórica Hi Records – “He left you standing there” – é o primeiro desses sete-polegadas e o seu momento de génio.

    Uma imensa canção Funky Soul que tem vindo a conquistar um crescente protagonismo e cotação no meio dos mais progressivos Djs e colecionadores da cena especializada e que, sendo cada vez mais inatíngivel no seu formato original, foi incluída em “Stone Crush”, uma recolha Modern da Light in the Attic, editada em 2020.

     

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  • Poder Soul

    28 junho 2021 – 2 julho 2021

    Sexta-feira

    Phyrework

    Make it last

    Mercury

    Phyrework é um grupo multi-racial de Dallas, no Texas, que, depois de ter estado activo entre 1976 e 87, se voltou a reunir há um par de anos, para regressar aos palcos.

    Apesar de, na sua primeira encarnação, Clarence Pitts, Willie Smith, Gerald Calhoun, Frank Hames, Jim Foster, Bill Eden e John Bryant, terem tocado durante onze anos consecutivos, o seu output discográfico foi relativamente reduzido.

    Apadrinhados por Michael Cooper, dos Con Funk Shun, foram assinados pela Mercury para, em 78, gravarem um Lp, do qual foi extraído um sete-polegadas.

    O êxito não foi o esperado, a major dispensou-os e os Phyrework apenas voltariam a estúdio mais uma vez para, em 81, registarem o seu derradeiro single, para a Fuse, marca criada por John Bryant, para o efeito.

    “Make it last” é um dos temas do seu sólido álbum, homónimo, e, para mim, o seu mais inspirado momento.

    Um delicioso e sofisticado stepper, que se transformou num clássico Rare Groove e soa hoje tão bem como quando foi editado.

     

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