• Poder Soul

    25 outubro 2021 – 29 outubro 2021

    Segunda-feira

    Count Yates + Rhythm Crusaders

    At the Soul - In Part 2

    New Bag

    Nativo de Los Angeles e nascido Sammy Hagan, Count Yates iniciou o seu percurso discográfico como membro do quarteto The Premiers, com a edição de três singles, através da Dig, marca de Johnny Otis.

    Até 1961, ano em que adoptou o pseudónimo que o traz aqui, ainda gravou uma mão cheia de discos, primeiro como Sammy Hagan + The Viscounts, para a Capitol, e depois como Little Sammy Yates, para a Genie e a Shade.

    Enquanto Count Yates, registou mais três sete-polegadas: primeiro o clássico “tittyshaker” – “Chimpanzee” – e, por último, quatro lados editados, entre 66 e 67,  pela New Bag, selo criado por Leon René e dirigido pelo seu talentoso filho Googie.

    “At the Soul – In” é o primeiro deste dois singles e, provavelmente, o seu mais disputado troféu.

    Um grande tema eminentemente instrumental, que mistura Jazz, Rhythm + Blues e Funk, dividido em duas partes, distribuidas pelo lado A e B do disco, e que, na sua segunda metade, se transforma num monstro de pista midtempo.

     

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  • Poder Soul

    25 outubro 2021 – 29 outubro 2021

    Terça-feira

    Third Generation

    Mother nature

    Prison Soul

    Todos a cumprirem penas de prisão, no Georgia Industrial Institute, Roderick Willis, Willie Zackery, Michael Cody, Linkwood Moore, Eugene Bostic, Rufus Amis, Kenny Rewis, Benney Coleman, Vernon Abna e Eddie McClusky, frequentavam as aulas de arte nocturnas do professor e activista Ellis Haraka, quando formaram os Third Generation.

    Haraka, que se canditara ao cargo em 74, convenceu o director da prisão a transformar um barracão que ia ser demolido, num espaço de educação pela arte e de fomento da criatividade e foi aí que o grupo nasceu, ensaiou e deu concertos, atingindo um nível tal, que, depois de muita luta, resultou numa saída precária até Atlanta, para gravar o seu único disco, nos Precision Studios.

    “Mother nature” é um dos lados deste double-sider, prensado em 1977, com o rótulo Prison Soul, que apenas teve fins promocionais e serviu para Haraka fazer várias tentativas infrutíferas para que os Third Generation fossem assinados por uma major.

    O grupo acabou naturalmente, à medida que o seus membros foram sendo libertados, mas esta pérola Funky Soul tranformou-se num cobiçado objecto de coleção entre os mais obstinados colecionadores da cena especializada.

     

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  • Poder Soul

    25 outubro 2021 – 29 outubro 2021

    Quarta-feira

    Johnny Honeycutt

    Love by the numbers

    New City

    Apesar de ter gravado sete singles, entre 1957 e 75, é escassa a informação biográfica acerca de Johnny Honeycutt.

    Este talentoso cantor, presumivelmente nova-iorquino, estreou-se através da Teenage, independente que também nos deu discos dos Jolly Jax, Isley Brothers ou The Dolls.

    Nos anos 60, editou mais dois discos: primeiro através da Willow, marca de Sylvia Robinson e de Mickey Baker, e depois pela Triode, de Ben Smith.

    Gravou os seus últimos quatro sete-polegadas, entre 74 e 76. Um para a importante Fury e o derradeiro trio para a New City, editora que seria pioneira no lançamento do Rap, com a aposta nos Jazzy Three.

    Foram vários o temas de culto que nos deixou.

    Registado em 75, “Love by the numbers” não é, nem de longe, nem de perto, o seu mais colecionável disco, mas, para mim, é o seu momento supremo.

    Um absoluto clássico Rare Groove, que nunca falha quando lançado numa pista de dança e que deve constar em qualquer coleção, até porque pode ser assegurado por uma bagatela.

     

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  • Poder Soul

    25 outubro 2021 – 29 outubro 2021

    Quinta-feira

    United Spiritual Singers

    Not a minute too late

    No Mountain

    Tendo apenas este maravilhoso disco como o único vestigio da sua existência, este é mais um projecto sobre o qual não se sabe quase nada.

    O facto de terem editado através da No Mountain, independente associada aos estúdios com o mesmo nome, sediados em Midland, no Texas, leva-nos a crer que os United Spiritual Singers serão desse emblemático Estado norte-americano.

    Do mesmo modo, a sua música parece situá-los na primeira metade da década de 80.

    Uma coisa é certa, “Not a minute too late” é um verdadeiro Graal entre os mais progressivos Djs e colecionadores da cena Soul.

    Uma imensa canção Gospel Disco, que começa devagar e se vai construindo de uma forma espantosa e que, felizmente, acaba de ser reprensada pela Anthens of The North, para júbilo de todos os comuns mortais.

     

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  • Poder Soul

    25 outubro 2021 – 29 outubro 2021

    Sexta-feira

    Hiroshima

    Never, ever

    Arista

    Americano de origem japonesa Dan Kuramoto juntou-se à sua futura mulher June e a  Johnny Mori, Dave Iwataki, Danny Yamamoto e Peter Hata, em Los Angeles, na Califórnia, para formar os Hiroshima, em 1974.

    Inspirados na fusão de Jazz e Soul, que tinha nos Earth, Wind + Fire o seu expoente máximo, o grupo enfantizou as suas raízes nipónicas, não só através da escolha do seu nome, como no uso de instrumentos usados pelos seus antepassados, como o Koto ou o Taiko.

    Entre 79 e os nossos dias, os Hiroshima – que, com as inevitáveis alterações de line-up, ainda se mantém em actividade – editaram perto de duas dezenas de Lps e igual número de singles, entre os quais constam vários clássicos e hits que lhes valeram a venda de vários milhões de discos em todo o mundo.

    “Never, ever” é um dos temas do seu álbum de estreia, homónimo e produzido por Wayne Henderson, e a sua maior contribuição para a cena Soul.

    Uma imensa canção, com uma produção, uns arranjos e uma interpretação superlativos e altamente sofisticados que, embora não seja acessível em sete-polegadas, o formato preferêncial dos mais ortodoxos Djs, é obrigatória, assim como o sólido longa-duração de que faz parte.

     

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