• Poder Soul

    20 dezembro 2021 – 24 dezembro 2021

    Segunda-feira

    Tina Britt

    Sookie, sookie

    Veep

    Tina Britt nasceu em Smyrna, no Delaware, em 1938, e cresceu entre a Flórida e Filadélfia.

    Começou a cantar Gospel, na adolescência, integrada na  First Missionary Baptist Church, em Sanford, na Flórida, mas foi uma estadia em Nova Iorque, em 1965, que lhe abriu as portas para o seu curto mas marcante percurso artístico.

    Apadrinhada por Juggy Murray, que a convenceu a trocar a música religiosa pelos Rhythm & Blues e a Soul e a contratou para a Eastern, uma das subsidiárias da Sue, Tina Britt editou um Lp e cinco singles, entre 65 e 69, entre os quais se encontra um mão cheia de clássicos incontornáveis, como a sua versão “The Real Thing”, canção escrita por Ashford, Simpson e Armstead.

    Gravado em 69, para a Veep, “Sookie, sookie” é, na minha opinião, a sua maior contribuição para as pistas de dança.

    Um explosivo e musculado take do hino de Don Covay + The Goodtimers, que leva ao rubro qualquer clube e deve fazer parte de todas as coleções que se proponham cobrir a melhor Soul da década de 60.

     

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  • Poder Soul

    20 dezembro 2021 – 24 dezembro 2021

    Terça-feira

    David Batiste + The Gladiators

    Funky Soul (part 1)

    Soulin’

    David Batiste e alguns dos seus irmãos formaram os Gladiators em 1961, quando ainda andavam no Liceu, em New Orleans.

    Com uma explosiva presença em palco e um talento impar, a banda não só foi até ao mítico Apollo Theatre, no Harlem nova-iorquino, em 65, para limpar um concurso de talento, como se tornou num dos grupos mais cobiçados dos clubes nocturnos da Big Easy.

    Entre 66 e 70, David Batiste + The Gladiators gravaram dois colecionáveis sete-polegadas: primeiro para a Fordom, independente de Albion Ford que também nos deu o histórico “Dap Walk”, de Ernie + The Top Notes; e depois para a Soulin’, marca de culto de Isaac Bolden.

    “Funky Soul” é o seu derradeiro single e o mais genial momento de uma banda que voltaria a deixar a sua marca, já em plena era Disco Boogie, como The Batiste Brothers.

    Uma autêntica obra-prima Funk que se tranformou num clássico obrigatório da cena especializada e que, depois de ter sido alvo de bootleging e de ter sido incluída num sem número de compilações, foi reprensada, este ano, pela Family Groove, com recurso às suas fitas originais.

     

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    20 dezembro 2021 – 24 dezembro 2021

    Quarta-feira

    Black Stash

    Mighty love man (Part 1)

    Contempo

    Black Stash foi um trio vocal feminino, formado por Karen Young e pelas irmãs Doris e Lumishia Jones, que apenas gravou um par de sete-polgadas, entre 1974 e 76, o segundo dos quais apenas foi editado no Reino Unido, território em que tiveram sucesso, ao contrário do que aconteceu no seu país.

    Nativa de Filadélfia, Karen Young ficaria conhecida como a Diva Disco que assinou “Hot shot”. 

    Doris e Lumishia Jones nasceram na Carolina do Sul, mas mudaram-se para Nova Iorque, ainda crianças, onde começaram a cantar no Merick Baptist Church Choir. Iniciaram o seu percurso artístico, ao lado de uma amiga, como Sex, Love + Life, antes Doris ter a sua primeira experiência em estúdio, com The Electric Ladies. Enquanto Doris viria a potenciar o seu sucesso em Inglaterra, e a gravar uma série de discos, em parceria com Ian Levine, Lumishia apenas editaria mais um maxi nos oitenta, produzido por Patrick Adams.

    Dirigido por Herb Rooney, dos prestigiados Exciters – “Mighty love man” – foi o primeiro e mais decisivo disco das Black Stash.

    Uma deliciosa canção Crossover, contaminada pelo mais embrionário Disco e com uma produção excêntrica e futurista, que explorou técnicas do Dub e afins e que soa hoje tão bem como quando saiu, podendo ser assegurada por uma bagatela.

     

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  • Poder Soul

    20 dezembro 2021 – 24 dezembro 2021

    Quinta-feira

    The Lovemakers

    All because of you

    Balance

    Pouco ou nada se sabe acerca destes Lovemakers…

    O seu único single leva-nos a crer que serão oriundos da Baía de San Francisco e e que terão estado activos na viragem dos 70 para os 80.

    É que “All because of you” foi editado em 1981, pela Balance Records, independente sediada na Fog City e fundada por Harold Andrews, cantor e compositor nativo de Oakland, líder do colectivo Gospel The H. Andrews Congregation e produtor deste sete-polegadas.

    Uma enorme canção Gospel Soul, com uma produção, uns arranjos e uma interpretação superiores, que, recentemente, foi adoptada pelos mais progressivos Djs da cena especializada, mas que, ainda assim, não tem o reconhecimento que merece.

     

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  • Poder Soul

    20 dezembro 2021 – 24 dezembro 2021

    Sexta-feira

    Gratitude

    We are here to party

    Wesley International

    Ao contrário do que o Discogs nos leva a acreditar, estes misteriosos Gratitude, não são o projecto de Kent Knights, que se distinguiu nas cenas Reggae, Calypso e Soca das décadas de 80 e 90, com a edição de mais de uma dezena de maxis.

    Estes Gratitude foram um grupo Disco Funk canadiano que apenas gravou um single, no fim dos anos 70, prensado em sete e em doze-polegadas, pela Wesley International Records, marca fundada por Wess Johnson, notável músico, cantor, compositor e produtor norte-americano, que fez grande parte da sua carreira em Itália, onde liderou os Airedales e a Wess Machine.

    “We are here to party” transformou-se num ultra-cobiçado disco entre os mais abastados Djs e colecionadores das cenas Soul e Disco, em qualquer um dos seus formatos.

    Uma contagiante canção, que leva qualquer pista de dança ao rubro e que, felizmente, foi reeditada pela Athens of the North, em 2019.

     

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