• Poder Soul

    2 maio 2022 – 6 maio 2022

    Segunda-feira

    Family Connection

    This time

    Jabali

    Para além da música eram, de facto, as relações familiares aquilo que unia a Family Connection.

    Os irmãos John e James Maia, Robbie e James Minnis, Lenny e Wilker Butler, Ricky e Jeffrey Graham e os primos Tony Smith e Carnegie Clapp, juntaram-se aos sopros de Sonny Redpath e Iggy Jones, para formarem os Technicons + The Lyrics, em Waterbury, no Connecticut, a meio dos anos 60.

    Depois de rodarem naquele estado, resolveram mudar de nome, na sequência do abandono da sua secção de metais, em 1969, e, orientados, por John, o mais velho dos Maia, asseguraram residências no Masonic Temple e no Skylark Club, onde as versões dos Cold Blood e dos Kool + The Gang foram dando lugar a promissores originais, que era urgente serem registados.

    Foi então que, sob o management, de Sam Goldman, executivo responsável pelo sucesso massivo dos Five Satins, na década de 50, que então vendia mobiliário para pagar as contas, foram até ao Complex IV Studio, para gravarem o primeiro dos três singles que editariam, entre 1970 e 74.

    Apesar de terem actuado ao lado de nomes como Funkadelic, The Moments, The Manhattans ou Roberta Flack, de terem sido contratados pela Buddah e de terem ido até ao Sigma Sound, em Filadélfia, para gravarem o seu derradeiro sete-polegadas, acompanhados pela MFSB e dirigidos por Bobby Eli, deixaram de conseguir viver da música, no fim dos anos 70, voltando, sem mágoas, à sua vida familiar.

    “This time” é o seu disco de estreia, autoeditado através da Jabali, e uma ultra-colecionavel obra-prima Sweet Soul.

     

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    2 maio 2022 – 6 maio 2022

    Terça-feira

    The Rollers

    Knocking at the wrong door

    Deep City

    Casado com Helene Smith, Johnny Pearsel apadrinhou a sua cunhada Mary e as amigas Shirley Levan, Betty Joe Johnson e Sharon Simmons, na sua estreia em estúdio.

    É que, embora os dois lados que resultaram desta sessão, de 1966, dirigida por Willie Clarke, nos Criteria Studios, não tivessem saído, como planeado, através da Deep City, marca de culto de Miami fundada por Pearson e por este crucial produtor foram a primeira gravação deste obscuro grupo vocal, que se chamava The Rollers.

    O quarteto participou nos coros de um sem número de produções de Willie Clarke e do seu parceiro Clarence Reid, mas acabou por editar apenas uma sete-polegadas, em vida, já como The Diamonettes.

    “Knocking at the wrong door” é um dos dois temas que The Rollers gravaram na sua primeira experiência de estúdio, foi encontrado no meio de fitas que estavam esquecidas na casa da ex-mulher de Clarke, desvendado pela Numero Group em 2007 e o seu momento supremo.

    Uma deliciosa canção, que usa descaradamente a linha melódica de “I want you back”, dos Jackson Five e que não se percebe porque é que ficou esquecida cerca de quarenta e um anos.

     

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    2 maio 2022 – 6 maio 2022

    Quarta-feira

    Myrna Summers

    Have a talk with God

    Savoy

    Myrna Summers nasceu em Washington D.C., em 1949, para se tornar numa referência da música Gospel contemporânea tendo, ao longo de mais de quatro décadas, colecionado sucessos e ganho prémios populares, como os Grammy.

    Começou a cantar muito cedo, nas missas da Refreshing Spring Church, em Riverdale, acabando por se graduar na Toutorsky Academy of Music e na University of Maryland.

    No início dos anos 60, formou as Refrechingnettes, com quem gravou o seu primeiro single, para a HOB Records.

    Fundou o Interdenominational Youth Choir of Washington D.C. and Baltimore, em 1969, assinando o contrato com a Cotillion, no ano seguinte, que a iria revelar ao mundo e se iria reflectir na edição de perto de duas dezenas de sólidos Lps, uns gravados para esta subsidiária da Atlantic, outros para a Savoy.

    Mantém-se no activo até aos nossos dias e dirige os vários coros da Reid Temple A.M.E. Church, em Glendale.

    Gravado em 77, “Have a talk with God” é um dos temas de “Myrna”, um dos Lps a solo que editou pela Savoy.

    Um tremendo cruzamento entre Gospel e Funk, com uma produção e uns arranjos extremamente originais, muito à custa do peculiar trabalho de sintetizador e de baixo, que está entre a mais estimulante música religiosa daquela década.

     

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    2 maio 2022 – 6 maio 2022

    Quinta-feira

    Ivory

    Warm love

    Tusk

    Maxie Taylor, Franc Mosbaugh, Phillip Brennan, Wayne Gibbs, Andrew Bourne e Jimmy Duncan formaram os Ivory, em 1965, nos Barbados, para, durante cerca de duas décadas e meia, se tornarem numa das mais bem-sucedidas bandas daquela ilha das Caraíbas.

    Apesar de terem fundado os Paradise Alley Studios, os Ivory assinaram contrato com a britânica Nems Records, em 75, e, dois anos, mais tarde editaram o seu Lp de estreia, gravado no Reino Unido.

    Até 1989, gravaram três Lps e cerca de uma dezena de singles, primeiro para esta marca inglesa e, depois, para a independente local – Tusk – para além de terem actuado ao lado de nomes como os Commodores, os Meters ou os B.T. Express e de terem tocado com estrelas como Stevie Wonder ou Paul McCartney.

    Registado localmente, nos Ivory Towers Studios, em 78 – “Warm love” – foi um dos sete-polegadas editado pela Tusk e, para mim, a sua maior contribuição para as pistas de dança.

    Uma imensa canção Disco Soul midtempo, com uma produção e uns arranjos superlativos, que soa hoje tão bem como quando foi lançada.

     

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    2 maio 2022 – 6 maio 2022

    Sexta-feira

    Grupo Almendra

    Tutti frutti

    Discomoda

    O Grupo Almendra foi um misterioso projecto venezuelano, formado Robert Valerio, Enrique Dulffini, Gustavo Vargas, Enrique Santana, Rogerio Spitaletri, Miguel Angel Garcia Cueto e Renny Montaño, que esteve activo no fim da década de 70.

    Apenas gravaram um Lp, para a Discomoda, em 1978, mas a sua original fusão de Jazz Funk, Disco e Ritmos Latinos, comandada pelo sintetizador, valeu-lhes um lugar de culto entre os mais obstinados diggers de todo o mundo.

    “Tutti futti” é um dos temas de “Almendra”, o seu colecionável longa-duração, foi prensado em sete-polegadas e foi a faixa adoptada pelos mais progressivos clubes da cena especializada.

    Uma verdadeira pérola Disco instrumental de um disco que, felizmente, foi reprensado pela italiana Best Records, em 2016, ficando acessível a todos os comuns mortais.

     

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