• Poder Soul

    18 outubro 2021 – 22 outubro 2021

    Segunda-feira

    J.G.D. + The New Breed

    North Richmond breakaway

    OMPC

    John Reed, George Thrower e Darnell Wysinger juntaram-se, em 1967, para formarem os J.G.D., recrutando Tutie, Jimmy Levine, Mr. Savage e Michael Kenny, seus colegas na Bay Area High School, para completar a banda, como The New Breed.

    Como muitas bandas escolares, começaram por actuar em bailes, mas o seu talent levou-os, muito rapidamente, a partilharem palcos com estrelas como B.B. King, Ray Charles ou Santana.

    Em 69, foram até aos NRS Studios, na pequena cidade da Baía de São Francisco – Richmond – para gravarem o seu único disco, auto-editado através da OMPC, marca criada para o efeito.

    Apesar de terem precorrido todas as lojas e estações de rádio locais, para distribuirem e promoverem “North Richmond breakaway” e de o tema ter sido amplamente apoiado por Sly Stone, então dj residente da KDLA Radio, isso não foi o suficiente para lhes garantir uma carreira e os membros da banda decidiram separar-se para, cada um, fazer o seu caminho.

    Esta crua e selvagem canção Deep Funk, politicamente relevante, acabou por se transformar num raro e valioso troféu, disputado pelos mais fanáticos adeptos do género, e, felizmente, foi incluída na crucial recolha “California Funk”, editada pela Jazzman, em 2010.

     

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  • Poder Soul

    18 outubro 2021 – 22 outubro 2021

    Terça-feira

    Allen Gauff, Jr. + his Combo

    I don’t want to be alone

    Praise Spiration

    É escassa a informação disponível acerca de Allen Gauff, Jr..

    As pistas que nos são dadas pelos dois singles e igual número de Lps que gravou, entre 1971 e 80, e que foram editados pela Psychic Lyric Productions, pela Praise Spiration e pela Hot City, pequenas independentes que não registam mais lançamentos, permitem-nos perceber que seria nativo de Phoenix, no Arizona, e qual o periodo em que este cantor e organista Gospel, também conhecido como Mr. Organ, esteve activo.

    Ficamos por aí…

    Ainda assim, isto é suficente para lhe reservar um lugar de culto entre os mais esclarecidos adeptos da fusão da música religiosa afro-americana com a Soul e o Funk.

    Gravado em 75, nos decisivos Soundtech Studios, na sua cidade natal – “I don’t want to be alone” – é o mais colecionável dos seus discos.

    Uma maravilhosa canção midtempo, comandada pelo orgão e suportada por um inconfundível back-beat, que nos mostra o talento impar deste obscuro artista e está entre o melhor que o género nos deu.

     

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  • Poder Soul

    18 outubro 2021 – 22 outubro 2021

    Quarta-feira

    J.J. Williams

    Love market

    Polydor

    J.J. Williams era camionista quando abordou Clayton Ivey e Terry Woodford, fundadores da Wishbone Productions e destacados actores da marcante cena de Muscle Shoals, com o intuíto de pagar a gravação e produção de um disco.

    A dupla, que tem um currículo que envolve centenas de discos, editados por destacados artistas de marcas como Shout, Volt, Gamble, Scepter, Bell ou Motown, entre muitas outras, decidiu assinar Williams e, entre 72 e 74, registou um dúzia de canções, oito das quais acabaram por ser prensadas em single, primeiro pela Capitol e depois pela Polydor.

    Nenhum destes discos teve o sucesso esperado e J.J. Williams acabou por ser dispensado pelas majors e pela dupla de produtores.

    Fez uma derradeira tentativa em 75, com a edição do seu último sete-polegadas, através da Cynthia, pequena independente de Phoenix, no Arizona.

    Gravado em 74, para a Polydor – “Love market” – é o lado b do seu único single lançado pela multi-nacional e o seu momento supremo.

    Uma grande canção midtempo, com uma introdução que nos remete para o Funk Rock e que desagua na mais doce Soul, que deve constar de qualquer coleção que cubra aquela década, até por pode ser assegurada pelo preço de uma qualquer novidade.

     

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    18 outubro 2021 – 22 outubro 2021

    Quinta-feira

    Al-Dos Band

    Doing our thing with pride

    Warmer Productions

    William Robinson cresceu em Greenville, na Carolina do Sul, no seio de um familia de músicos, adoptando o baixo muito cedo.

    Em 1971, com 22 anos, conheceu a sua futura mulher – Mary – também ela com fortes ligações ao Gospel, ao integrar o coro da sua Igreja, desde criança.

    Juntos começaram por fundar o Aiken Chapel Angelic Ensemble e receberem propostas para actuar em festas dançantes. Como não tinham backing-band hesitaram em fazé-lo, por muito que se sentissem fascinados pela experiência de tocar música secular.

    Acabaram por reunir Joan, a irmã mais nova de William, e os músicos locais – Derrick Harris e Robert Dreher – para fundarem a Al-Dos Band, com quem começaram a fazer o circuito de Festas de Fraternidades, Base Militares e Clubes de Beach Music, onde a sua mistura de Golpel, Soul, Funk e Disco com Pop e até Country, encaixava na perfeição.

    Entre 75 e 76, gravaram dois Lps distintos, com ambos os projectos. Mas, se “God is my everything” do Aiken Chapel Angelic Ensemble foi editado em cassete, o longa-duração da Al-Dos Band ficou arquivado, tendo apenas sido prensado um sete-polegadas de apresentação que se transformou num verdadeiro Graal da cena Modern Soul.

    “Doing our thing with pride” é o lado b desse single, que teve uma edição de 250 cópias, através da sua Warmer Productions, emprestou o seu nome ao álbum, que acaba de ser resgatado pela Kalita, e é uma autêntica obra-prima.

     

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    18 outubro 2021 – 22 outubro 2021

    Sexta-feira

    McNasty

    Say, raise your hand and say McNasty

    LaDon

    Mais uma vez trago aqui um grupo rodeado de mistério, mas o valor da sua música supera, de longe, a falta de informação.

    De facto, sobre os McNasty apenas podemos inferir aquilo que o rótulo do seu único disco nos diz e pouco mais.

    E diz-nos que será um projecto de Marietta, na Georgia, que terá estado activo na viragem dos 70 para os 80 e que este sete-polegadas foi escrito por Aaron Alexander, gravado nos Atlanta Studios, misturado por Darren Holmes e editado, em 1981, pela igualmente misteriosa independente LaDon.

    Não sabemos mais nada, para além do facto de todas as cópias que circulam no mercado de usados terem um carimbo que as identifica como promocionais, o que nos leva a crer que “Say, raise your hand and say McNasty” poderá não ter sido editado comercialmente.

    Seja como for, esta bomba Boogie arrasa com qualquer pista de dança, tem levado à loucura os mais progressivos Djs e colecionadores e acaba de ser incluída no nono volume da série “Under the Influence”, editado pela Z Records e assinado pela digger Alena Arpels.

     

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