• Poder Soul

    15 março 2021 – 19 março 2021

    Segunda-feira

    Minnie Jones + The Minuettes

    Shadow of a memory

    Sugar

    É escassa a informação disponível acerca de Minnie Jones.

    Esta misteriosa cantora, que terá estado activa na viragem do 60 para os 70 e que apenas gravou um single, foi uma das apostas de Lee Silver, um importante produtor de Los Angeles que, além de ter colaborado com a Minit, depois de ter sido adquirida pela Liberty, criou marcas como a Silver ou a Sugar, tendo desvendado artistas de culto, como The Pentagons e as suas variações Soul Patrol, 21st Century ou Jones Brothers, bem como The Primers, The Themes, The Vines ou Nathan Williams.

    Gravada em 1970, para a Sugar, “Shadow of a memory” é o lado b do único sete-polegadas de Minnie Jones e reservou-lhe um lugar na galeria dos grandes monstros Northern Soul.

    Uma maravilhosa versão do original de Bill James e Kenneth Goodloe, estreada pelos 21st Century, dois anos antes, que se transformou num raríssimo tesouro, disputado pelos maiores Djs da cena especializada, que, felizmente, foi reprensada pela Kent, há poucos anos.

     

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    15 março 2021 – 19 março 2021

    Terça-feira

    Jelly

    Everybody needs lovin nows the time

    Fu-Ja

    Jelly é o pseudónimo de Aaron McCarthy, um músico, cantor e compositor, nativo de Detroit, que viria a deixar a sua marca na cena Soul independente de Miami.

    Começou a tocar profissionalmente quando foi recrutado pela marinha e colocado numa base em Brunswick, na Georgia, onde tocou em clubes nocturnos locais e escreveu “Hey look at me”, canção que gravou mal regressou à Motor City, em 76, e que foi prensada, mais tarde, no lado A deste disco.

    Mas foi na primavera de 78, quando foi convidado por Thomas Fundora, para integrar o grupo do seu conterâneo Herman Kelly, ao lado de Travis Biggs, e se mudou para a Flóriada, que iníciou a sua mais marcante aventura, por muito que, até 89, tenha gravado meia-dúzia de singles, como Jelly, Aaron ou com os Skybirst, banda que fundou e que deu o nome a sua independente.

    “Everybody needs lovin nows the time” foi prensada em parceria com Fundora, através de Fu-Ja, marca criada para o efeito, e é o seu mais genial momento.

    Uma verdadeira obra-prima, nascida das sobras de “Percusion explosion!”, o histórico Lp de Herman Kelly + Life, que se transformou numa espécie de Graal da cena especializada e acaba de ser recuperada pela Fantasy Love, para júbilo da generalidade dos adeptos da melhor Soul.

     

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    15 março 2021 – 19 março 2021

    Quarta-feira

    The Chapparrals

    Hittin’ it

    Maximillion

    Sandy Allen, Leroy Dunlap, Horace C. Henry, Jay Nation, Larry Powell, Robert Rawles, Cecil Sparks, Timothy Steed e Andrew Stephens formaram os Chapparrals, nos anos 70, em Atlanta, na Georgia.

    Apesar do seu imenso talento e da sua electrificante energia ao vivo que, além de lhes ter rendido um enorme culto local, os levou a abrir espectáculos de nomes de peso como os Commodores, os Isley Brothers, os Parliament / Funkadelic, os Kool + The Gang, Sly + The Family Stone ou Marvin Gaye, os Chapparrals apenas editaram um Lp e dois singles, entre 78 e 87, primeiro através da sua Maximillion e, depois, pela lendária Budweiser Showdown.

    Gravado em 78, nos Master Sound Studios, “Hittin’ it” é o tema de abertura de “Shake your head”, o seu sólido e ultra-colecionável álbum de estreia, e, para mim, a sua maior contribuição para as pistas de dança.

    Um explosivo intrumental Disco Funk, com um groove irresistível, um tremendo trabalho de sintetizador e uns apelativos ad-libs vocais, que leva os mais progressivos clubes ao delírio e que está ao alcance dos mais comuns mortais, desde que “Shake your head” foi reeditado, pela Everland, em 2017.

     

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    15 março 2021 – 19 março 2021

    Quinta-feira

    Muchos Plus

    Nassau’s Disco

    U-Solo

    Filho de jamaicanos, Rudy Mills nasceu, em 1942, em Telas, e cresceu em Progresso, duas pequenas cidades das Honduras, onde tinha dificuldade em dar corpo à sua vocação artística.

    Em 58, mudou-se para New Orleans, para onde a mãe havia emigrado à procura de uma vida melhor para a sua família, e a fervilhante cena músical daquela emblemática cidade norte-americana foi o incentivo que precisou para se dedicar, profissionalmente, à música.

    Comprou um piano, que aprendeu a tocar sozinho, para, em 1970, se juntar a Lionel Diggs, Herman Nunez, Julian Castro, Vernon Picou, Uganda Roberts, Don Wright e Michael Boccage e formar os Muchos Plus, banda com quem se tornou numa presença assídua no circuito de clubes nocturnos e de festivais locais e com quem viria a gravar três singles, no fim da década, todos editados através da U-Solo, pequena independente que criou para o efeito.

    Prensado em doze e em sete-polegadas, em 79, “Nassau’s Disco” é uma autêntica obra-prima e a sua grande contribuição para a cena especializada.

    Uma tremenda releitura do clássico dos Beggining of the End – “Funky Nassau” – que funde, de forma genial, o mais crú Disco com o Funk, carregado de influências Africanas, Latinas e Caribenhas, que distingue New Orleans, cujos formatos originais são inalcançáveis para os comuns mortais, mas que acabou de ter uma bela reedição, através da Kalita Records.

     

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    15 março 2021 – 19 março 2021

    Sexta-feira

    Lunar 7

    African bump

    Wirl

    Formados na viragem dos 60 para os 70, os Lunar 7 foram um dos expoentes máximos do Spouge, linguagem musical tipíca dos Barbados, e dos seus cruzamentos com o Ska, o Calypso e o Funk.

    Durante a década de 70, para além serem uma constante presença nos mais populares e prestigiados clubes, restaurantes e hoteis daquela ilha das Caraíbas, tiveram uma regular actividade discográfica, quer em nome próprio, quer como banda suporte de artístas, lançados pela decisiva marca local – Wirl – como Brian Walker,  Peter Leacock, Aubrey Mann ou The Lord Brothers, tendo gravado perto de uma dezena de singles, entre os quais se contam alguns clássicos.

    Editado em 1974, “African bump” é, na minha opinião, o seu mais excepcional momento.

    Um verdadeiro monstro Island Funk intrumental, que leva qualquer pista de dança ao delírio, e que, sendo extremamente raro e valioso no seu formato original, foi incluído na, já colecionável, recolha “Message from the Islands”, editada pela germânica Black Pearl, em 2016.

     

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