• Poder Soul

    12 abril 2021 – 16 abril 2021

    Segunda-feira

    The New Apocalypse

    Junkshop

    ID

    The Apocalypse foi um grupo de músicos brancos, oriundos de Brooklyn Park, um suburbio de Baltimore, que se juntou nos primeiros anos da década de 60, para tocar uma mistura de Jazz e Rock instrumental, no circuito de clubes nocturnos e universitário local.

    Em 1968, depois de várias mudanças de line-up que os levaram a adoptar a designação The New Apocalypse, a banda então composta por Greg Novik, Keith Vinroe, Chistopher Lynch, John Garrison e Gene e Dennis Meros, estreou-se em disco com um sete-polegadas, editado pela pequena independente – ID Records – que os levaria a assinar um contrato com a MTA, uma subsidiária da Decca, que lançou o seu único Lp e mais dois singles, entre 69 e 70.

    “Junkshop” é o lado A do seu disco inaugural, foi incluído em “Stainless Soul”, o álbum que se seguiu, e é o seu mais genial momento.

    Um enorme instrumental Funk, comandado por um break inconfundível e temperado pelo Jazz, que, trocando de mãos por cerca de um milhar, no seu primeiro formato, pode ser assegurado numa das várias prensagens que o Lp teve, por pouco mais do que custa um disco actual.

     

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  • Poder Soul

    12 abril 2021 – 16 abril 2021

    Terça-feira

    The Blues Busters

    Baby, I’m sorry

    Scepter

    Uma das grandes referências do Ska jamaicano, The Blues Busters foram um duo, formado no fim dos anos 50, por Phillip James e Lloyd Campbell, que se viria a aventurar pela Soul, pelo Funk e pelo Disco e a assinar monstros como “Keep on moving”, clássico creditado a Phillip + Lloyd, que já teve o devido destaque aqui no Poder Soul.

    Lendários na sua ilha natal, os Blues Busters começaram a ter visibilidade internacional, em 64, ano em que foram convidados a participar na New York World Fair.

    Entre 59 e 95, o duo, para além de ter colaborado com nomes chave da Soul, como Sam Cooke, gravou perto de uma dezena de Lps e várias de singles, quer na Jamaica, quer nos Estados Unidos e em Inglaterra, deixando-nos um número apreciável de hinos.

    Prensado em single e parte do alinhamento de “Phillip + Lloyd”, o terceiro álbum dos Blues Busters, editado pela Scepter – “Baby, I’m sorry” – é, provavelmente, o maior desses momentos históricos.

    Uma verdadeira obra-prima Crossover, que está entre a mais emblemática Soul da década de 70, e que é completamente obrigatória em qualquer coleção que se preze, até porque pode ser assegurada por uma bagatela.

     

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  • Poder Soul

    12 abril 2021 – 16 abril 2021

    Quarta-feira

    N.C.C.U.

    Superstar

    Saxony

    Liderados por Stanley Baird, Thomas Clyde, Marion Wiggins, Charlie Brown, Norris Duckett, Aaron Mills e Cifton Cotton, formaram a New Central Connection Unlimited, na North Carolina Central University, a meio dos anos 70.

    A banda teve a sorte de ser “apadrinhada” pelo lendário trompetista Jazz, Donald Byrd, então professor de música naquela universidade, que se assumiu como seu manager e usou a sua influência para conseguir que fossem contratados pela gigante United Artists.

    Em 1977, a major editou um Lp e dois singles dos N.C.C.U., para os dispensar pouco depois.

    Este colectivo de experientes e talentosos músicos ainda gravou mais um sete-polegadas, antes de se separar, em 78, tendo os seus membros continuado a participar em projectos de eleição.

    Gravado nos míticos Galaxie III Studios, de Harry Deal, e editado pela Saxony, independente criada por Stanley Baird e Aaron Mills – “Superstar” – foi o seu derradeiro esforço e o seu mais genial momento.

    Uma pequena maravilha Modern Soul midtempo, com uma produção, uns arranjos e uma interpretação imaculados, que tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos, desde que, em 2016, foi incluída, por Jeremy Underground, em “Beauty”, uma bela coleção editada pela Spacetalk Records.

     

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  • Poder Soul

    12 abril 2021 – 16 abril 2021

    Quinta-feira

    The Rappers

    Funky juice

    Rap

    Esta banda de Chicago deixou dois verdadeiros monstros para a história e, ainda assim, continua a ser um absoluto mistério, para a totalidade dos mais obstinados diggers e adeptos da melhor e mais obscura música negra.

    Activa durante a década de 70, apenas gravou dois sete-polegadas – primeiro como The Rappers e, mais tarde, enquanto The Rappers Unlimited – ambos auto-editados.

    Isto foi o suficiente para nos deixar um autêntico Graal Deep Funk e uma maravilhosa pérola Modern Soul.

    “Funky juice” terá sido registado a meio dos 70, é o seu disco de estreia e é o mais raro e colecionável destes dois singles.

    Uma explosiva bomba Funk instrumental, pontuada por uns incisivos ad-libs vocais, que destroi qualquer pista de dança, é disputada pelos mais abastados e progressivos Djs e colecionadores e foi incluída no e.p. de apresentação da recolha de Winston Lee, para a série “Under the Influence”, editada pela Z Records.

     

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  • Poder Soul

    12 abril 2021 – 16 abril 2021

    Sexta-feira

    Jackie Stoudemire

    Dancing

    TAP

    Jackie Stoudemire nasceu no Harlem e cresceu perto do Templo de Isaacchar, onde o excêntrico Jeremiah Yisrael, dono de uma bem-sucedida cadeia de restaurantes, no Bronx, e fundador da Brotherood of Wisdom, pregava a Torá.

    Jackie frequentava a High School of Music + Art e fazia parte de um grupo de talento local que incluía Annette Denvil, Dana Dane e a Kangol Crew, de Slick Rick.

    Jeremiah tinha acabado de se associar a Gene Redd Jr., para se aventurar na edição discográfica e explorar as novas expressões das cenas Soul, Disco e Rap nova-iorquinas, através da criação da TAP Record, Co..

    Cruzaram-se num concurso de talento escolar e, vendo em Jackie todo o potencial para se tornar numa estrela, Jeremiah decidiu apostar nela, resultando, dessa relação, um par de doze-polegadas de culto.

    Jackie não conheceu o sucesso, mas manteve-se activa no underground da Grande Maçã, voltando aos discos com o seu nome de baptismo – Jacqueline – nos anos 90.

    Por muito que a sua versão de “Invisible wind” se tenha tornado num clássico Disco e que “Guilty” seja o seu mais cobiçado disco, entre o sector mais ortodoxo da cena Soul especializada, para mim – “Dancing” – um dos temas do seu segundo e.p., editado em 83, é a sua maior contribuição para as pistas de dança.

    Uma contagiante canção Disco Funk, carregada de Groove e de alma, que sendo particamente impossível de assegurar no seu formato original, faz parte da caixa de três Lps – “Don’t Stop: Recording TAP” – que a Numero Group dedicou à mítica independente de Jeremiah Yisrael.

     

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