• Poder Soul

    11 julho 2022 – 15 julho 2022

    Segunda-feira

    Big Jack Reynolds

    Made it up in your mind

    Mah’s

    Big Jack Reynolds nasceu em 1931, no Arkansas, cresceu em Albany, na Georgia, mas foi em Detroit que iniciou um marcante, mas subvalorizado percurso artístico, que teve finalmente o reconhecimento devido com o documentário “That’s a good way to get to Heaven”.

    Estreou-se em disco em 62 e, embora tenha tido uma intermitente presença em estúdio, gravou um Lp e três singles, em nome próprio, intercalados por um álbum dos Two Aces + A Jack, projecto que liderou nos anos 80.

    Manteve-se activo quase até 93, ano em que nos deixou, em Toledo, cidade do Ohio, onde se havia fixado.

    Editado pela Mah’s, uma das independentes de culto fundadas por Mike Alonzo Hanks, na Motor City – “Made it up in your mind” – foi o seu primeiro sete-polegadas e, para mim, o mais especial dos vários clássicos que nos deixou.

    Uma maravilhosa canção, composta pelo decisivo Dave Hamilton, que cruza de forma genial, Rhythm + Blues, Exótica e Soul e que se transformou num cobiçado hino nos vários quadrantes da cena retro.

     

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  • Poder Soul

    11 julho 2022 – 15 julho 2022

    Terça-feira

    Freda Gray with The Rocketeers

    Stay away from My Johnny

    Deep City

    Freda Gray tinha dezasseis anos quando gravou o seu único disco.

    Era empregada da Johnny’s Records, loja de Johnny Pearsal, no bairro de Liberty City, em Miami. Tinha uma paixão pelo patrão e, a meio da década de 60, este decidiu levá-la para estúdio para gravar um single, para a sua nova aventura editorial – a Deep City Records – fundada em parceria com o omnipresente Willie Clarke.

    Ao lado dos Rocketeers, banda liderada por Frank Williams e composta por Louis Howard, Abe Meeks, Robert Ferguson e William “Little Beaver” Hale, que viria a acompanhar a maior parte das grandes vozes surgidas naquela emblemática cidade da Flórida, Freda Gray registou “Stay away from my Johnny”, disco escrito por Clarence Reid, quase à sua medida ou não tivesse marcado o seu completo desaparecimento de cena.

    Seja como for, esta grande canção está entre a melhor Soul da Miami dos anos 60 e representa bem a importância que a Deep City teve nesta cena que estava a dar os primeiros passos.

     

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  • Poder Soul

    11 julho 2022 – 15 julho 2022

    Quarta-feira

    Fania All Stars

    Smoke

    Fania

    Ray Barretto, Joe Bataan, Willie Colon, Mongo Santamaria, Larry Harlow, Louie Ramirez ou Bobby Valentin foram alguns dos nomes que lideraram a mítica Fania All Stars, uma banda de estrelas representadas pela histórica editora de Jerry Musucci, que foi decisiva na revolução da música latino-americana que nos chegou da Grande Maçã, entre o fim dos anos 60 e o dos 70.

    Entre 1968 e os nossos dias, este colectivo de eleição e sem membros fixos, gravou várias dezenas de Lps e de singles, tendo participado na consolidação de linguagens como o Boogaloo, a Latin Soul ou a Salsa.

    Gravada em 74, como parte de “Latin-Soul-Rock”, longa-duração que conta com a colaboração de Manu Dibango, e prensada num raro e cobiçado sete-polegadas – “Smoke” – é uma das suas várias grandes contribuições para as pistas de dança.

    Uma autêntica bomba Latin Disco, que explode com qualquer clube e se transformou num clássico obrigatório desde os tempos da cena Rare Groove.

     

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  • Poder Soul

    11 julho 2022 – 15 julho 2022

    Quinta-feira

    Grayson Street

    Medicine man

    Houserocker

    Terry Hanck, Ricky Kellogg, Steve Ehrmann, Dave Liotta, Ricky McCracken e Danny Daniels formaram os Grayson Street House Rockers em Berkeley, na Califórnia, em 1971.

    Este talentoso sexteto de músicos brancos, que viriam a “alimentar” nomes de referência da Baía de San Francisco como Santana, Tower of Power ou Elvin Bishop, começou por tocar Blues mas, a meio da década adoptaram o som dominante naquela área, numa peculiar mistura entre Funk e Pop Rock, que os levou a deixar cair a terminação do seu nome.

    Apenas gravaram um disco, já enquanto Grayson Street, que autoeditaram através da sua Houserocker Records.

    “Medicine man” transformou-se num clássico da cena especializada.

    Uma tremenda canção Funky Soul midtempo, contaminada pelo Disco, que tem alimentado os mais progressivos da actualcena Soul e foi incluída no segundo volume de “Can you feel it?”, série obrigatória da germânica Tramp.

     

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  • Poder Soul

    11 julho 2022 – 15 julho 2022

    Sexta-feira

    Lord of Storm

    I'm human

    Off Street

    Mais um projecto que é um verdadeiro mistério.

    É fácil perceber que Lord of Storm nasceu no meio da vaga Jazz Funk britânica que marcou o início dos anos 80 e que nos deu referências que vão dos Freeez aos Atmosfear, passando pelos Hudson People ou pelos Cloud, para além dos batidos Level 42 ou Light of the World. Que terá sido mais uma aventura de Biddu, o produtor e compositor indiano, que se fixou no Reino Unido em 1973, para assinar desde os mais duvidosos hits às mais futuristas pérolas. E que possa, até, ter raízes na comunidade indiana residente em Londres, algo que nos é sugerido pela presença de Lovedale, localidade da província de Tamil Nadu, nos créditos do seu único disco.

    Editado em doze-polegadas, pela Off Street, em 1981 – “I’m human” – foi mais do que suficiente para que Lord of Storm se transformasse num projecto de culto no seio da cena especializada.

    Uma imensa canção Boogie que tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos nos mais esclarecidos clubes da actualidade.

     

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