• Poder Soul

    10 maio 2021 – 14 maio 2021

    Segunda-feira

    The Metro-Tones Inc.

    Get together

    Savoy

    No início dos anos 70, o experiente James Conley juntou-se a Ernest Marshall, Bernard Gainey e Winton Cobb, para formar os Metro-Tones Inc., em Atlanta, na Georgia.

    Ao contrário da maioria das formações Gospel, todos eram músicos de talento, pelo que não dependiam de um grupo de suporte, permitindo-lhes cruzar a modernidade de Sly + The Family Stone ou dos Kool + The Gang, com a sua raíz religiosa.

    Apenas gravaram um Lp, para a Savoy, em 1973, mas ficaram para a história da revolução que o Gospel sofreu naquela década.

    “Get together” é o tema que deu o nome a esse álbum e, provavelmente, o seu momento supremo.

    Uma imensa canção Gospel Funky Soul, com uma produção, uns arranjos e uma interpretação superlativas que, em 2019, foi recuperada pela Honest Jons, num belo dez-polegadas.

     

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  • Poder Soul

    10 maio 2021 – 14 maio 2021

    Terça-feira

    Quantrells

    Can’t let you break my heart

    Yambo

    Como muitas crianças, inspiradas nos sucesso dos Jackson Five, as irmãs Reynolds, formaram as Quantrells, em Chicago, na viragem dos 60 para os 70.

    Demasiado jovens para actuarem no circuito de clubes nocturnos da Windy City, foram recrutadas pelo lendário Willie Dixon, para gravarem o seu único disco, para a Yambo, independente que também desvendou nomes como Lucky Peterson ou Margie Evans.

    Gravado em 73 e escrito e produzido por Billy McGregor, “Can’t let you break my heart” foi mais do que suficiente para garantir uma lugar na história a estas irmãs, que viriam a desaparecer de cena sem deixar qualquer rasto.

    Uma verdadeira pérola Sweet Soul, com uns enormes arranjos e umas supremas harmonias vocais, que se transformou num cobiçado troféu entre os mais folgados colecionadores da cena especializada e que, em 2007, foi incluída na recolha da Numero Group: “Home schooled – The ABC’s of Kid Soul”.

     

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  • Poder Soul

    10 maio 2021 – 14 maio 2021

    Quarta-feira

    Eugene McDaniels

    Headless heroes

    Atlantic

    Produtor, compositor e cantor, Eugene McDaniels nasceu em Kansas City, em 1935, cresceu no Nebraska, onde aprendeu música e se iniciou no saxofone e no trompete, e fixou-se na Califórnia, para começar um longo e marcante percurso artístico.

    Tornou-se numa presença assídua no circuito de clubes nocturnos, na companhia do trio de Les McCann, e foi contratado pela Liberty, em 59, para, na década seguinte, gravar vários Lps e singles, entre os quais estão os seus maiores hits, então creditados a Gene McDaniels.

    Mas foi como compositor que ficou na história, ao assinar verdadeiros standards como “Compared to what” ou “Feel like makin’ love”, estreados por Les McCann, com Eddie Harris, e Roberta Flack.

    Até 2011, o ano da sua morte, para além de ter trabalhado com nomes como Roy Ayers, Esther Phillips, Melba Moore, Gladys Knight + The Pips, Nancy Wilson ou Jimmy Smith e de ter escrito temas samplados por A Tribe Called Quest, Pete Rock + CL Smooth, Organized Konfusion, Jungle Brothers, Beastie Boys ou De La Soul, editou alguns dos mais emblemáticos discos da história da música negra.

    Gravado em 71, na companhia de um naipe de músicos de eleição – “Headless Heroes” – é uma das canções do mais histórico desses Lps: “Headless heroes of The Apocalypse”.

    Uma obra-prima Soul Jazz, géneros cuja fusão o distinguiu, de elevado teor político e social, que retrata na perfeição o seu génio.

     

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    10 maio 2021 – 14 maio 2021

    Quinta-feira

    Robert Cotter

    Saturday

    Tiger Lily

    Robert Cotter é um heroi não celebrado da cena Soul e Disco nova-iorquina.

    Nativo de Long Island, começou a cantar na Igreja e, quando chegou ao Liceu, formou os Best of Both Worlds, banda que se tornou uma presença constante nos palcos locais e que seria recrutada para o elenco da versão itenerante de “Jesus Christ Superstar”.

    Depois de dois anos a percorrer o país, Cotter fixou-se no Upper East Side de Nova Iorque, numa altura em que os músicos por lá proliferavam e em que ver nomes como Chick Corea ou Roberta Flack tocarem, de graça, no Central Park era algo bastante comum.

    Acabou por se cruzar com Nile Rodgers e Bernard Edwards e por assumir a voz principal da Big Apple Band, grupo embrião dos lendários Chic.

    Abandonou a banda, em 76, mesmo antes de estes adoptarem o nome que os tornaria famosos, e decidiu gravar um Lp com as canções que andava a compor, iniciando uma curta carreira discográfica que, até 80, nos deu apenas dois álbuns.

    Escrita e gravada com os futuros fundadores dos Chic e versão original do tema que iria imortalizar Norma Jean – “Saturday” – é uma das canções de “Missing you”, disco editado pela Tiger Lily, marca dirigida por Morris Levy, o fundador da Roulette, cujo o único objectivo era fugir aos impostos e lavar dinheiro da mafia local.

    Uma enorme canção de um excelente Lp, que se transformou num Graal da cena especializada, ou a grande maioria das cópias prensadas não tivesse desaparecido antes de este chegar ao mercado, e que finalmente se tornou acessível à generalidade dos adeptos da Soul, ao ter sido reprensado pela We Want Sounds.

     

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  • Poder Soul

    10 maio 2021 – 14 maio 2021

    Sexta-feira

    Heart to Heart

    Whatever blows your skirt

    Raven

    Rick Williams, Frank McKinney, Z.B. Malone, Al Joyner, Darius Chapman, Paul Wilson, Glenn Walker e Bobby James formaram os Heart to Heart, em Atlanta, na Georgia,na viragem dos 70 para os 80.

    A banda, que começou por se chamar Royal Flush, mas que optou pela sua designação final depois de perceber que esse nome já estava tomado por um emblemático grupo de Chicago, percorria os palcos de todo o sudeste norte-americano e, em 1982, teve a oportunidade de se estreiar em disco, através da independente de Dotham, no Alabama: Raven Records.

    Embora com um percurso algo intermitente e com diversas alterações de line-up, os Heart to Heart, mantém-se activos até aos nossos dias, tendo, entre 82 e 2010, editado mais três albuns e uma mão cheia de singles, primeiro através da Budweiser Showdown e da Interscope e, depois, pela Dream City, marca que criaram em 96.

    “Whatever blows your skirt” é um dos temas de “Tuff”, o seu primeiro e, de longe, mais marcante disco.

    Um contagiante instrumental Boogie, com uns arranjos e uma produção de nível superior, que leva ao rubro qualquer pista de dança e que, sendo muito difícil de assegurar no seu raro e disputado formato original, teve a tão desejada reedição, em 2015.

     

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