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Tremor 2021

Ao longo dos últimos oito anos, o Tremor tem transformado São Miguel no epicentro de uma experiência em torno da música, do território e do cruzamento entre as artes.

O festival açoriano está de regresso à ilha em setembro, entre os dias 7 e 11, com o apoio da Antena 3 e uma proposta que mantém grande parte dos nomes anunciados para a cancelada edição de 2020.

Angélica Salvi, Clã, Conferência Inferno, Dirty Coal Train, Lena d’Água, Samuel Martins Coelho, Sensible Soccers e Solar Corona compõem a comitiva nacional do evento, onde também atuam Casper Clausen, Ferro Gaita, Kelman Duran, Larry Gus, Ko Shin Moon, MadMadMadVanishing Twin e Warmduscher. Destaque ainda para os artistas açorianos alinhavados: InSeCureFrank, Kazän, Luís Gil BettencourtMário Raposo.

No campo das residências artísticas, o Tremor 2021 dá continuidade ao já longo trabalho de encontros que tem vindo a desenvolver com a Escola de Música de Rabo de Peixe juntando Jerry the Cat ao projeto micaelense para um espetáculo que tem no jazz a matéria de negociação e exploração. Causadora de alguns dos momentos mais emocionantes das últimas edições, a sinergia entre a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel e o projeto ondamarela volta também a ter espaço central na programação, com a estreia de um espetáculo inédito. A muito antecipada colaboração entre os guitarristas Norberto Lobo e Filho da Mãe e o baterista Ricardo Martins promete uma criação especial que alia a música a uma intervenção visual.

Embora impossibilitado de acontecer nos mesmos moldes de anos anteriores, o Tremor propõe-se manter a estrutura basilar que tem vindo a consolidar a sua imagem de marca: a procura por novas formas de leitura sobre o território patrimonial e histórico dos Açores e a criação de espaços de diálogo entre artistas locais e os de outras paragens. Um desses espaços é o Tremor Todo-o-Terreno, cuja paisagem sonora está este ano entregue à artista multimédia Sofia Caetano, ao projecto de eletrónica PMDS (Pedro Sousa e Filipe Caetano) e ao saxofonista, improvisador e performer Luís Senra. Em conjunto, os quatro artistas criam uma experiência plástica e sónica para um trilho pedestre específico, que culmina numa apresentação, ao vivo, na natureza.

Está também confirmada a criação site-specific Epicentro: Promessa, em que a ilha se torna “o núcleo expositivo ativo de um circuito artístico vivo que ocupa espaços interiores e exteriores da sua natureza e da sua malha urbana”. A ser inaugurada durante as datas do festival, a exposição integra contributos do coletivo berru, das duplas Débora Silva e Slim Soledad, João Pais Filipe e Beatriz Brum (com coprodução da ArtWorks), de Gregory Le Lay e da Sonoscopia.

O calendário de concertos e apresentações do Tremor 2021 está organizado de forma a garantir que todos os portadores de bilhetes podem aceder às várias sessões e atividades propostas, prevendo a realização de mais do que uma sessão em alguns dos momentos programáticos e reforçando os concertos e as apresentações em espaços abertos, entre outros ajustes. Mantêm-se, contudo, as surpresas do Tremor na Estufa!

A venda de novos bilhetes para o festival encontra-se suspensa, e a lotação está limitada, por agora, aos detentores de ingresso para a edição de 2020 que decidiram não pedir a sua devolução à data do cancelamento, transitando o mesmo automaticamente para esta edição.