• Poder Soul

    4 fevereiro 2019 – 8 fevereiro 2019

    Segunda-feira

    The Hitchikers feat. Mighty Pope

    Mr. Fortune

    Heart

    Originário da Carolina do Sul, Frank Motley formou os Hitchikers, em Toronto, em 1966.

    A banda, que na sua primeira formação tinha Jackie Shane como vocalista, sofreu várias alterações de line-up durante a quase meia-dúzia de anos em que esteve activa, tendo reunido alguns dos maiores músicos caribenhos que, nessa fase, se fixaram na cidade canadiana e participaram na sua efusiva cena Soul e Funk, como os jamaicanos Wayne McGhie e Mighty Pope.

    Entre 70 e 71, os Hitchikers gravaram um Lp para a Paragon e este raríssimo sete-polegadas para a Heart.

    Escrito por Wayne McGhie e cantado por Mighty Pope, “Mr. Fortune” foi o derradeiro disco desta banda de Frank Motley, que continuaria a sua carreira com os Bridge Crossings, e é um verdadeiro Graal Deep Funk.

    Esta incisiva e musculada, canção que leva qualquer pista de dança ao delírio, é um dos mais disputados tesouros da última década e meia, levando os mais fanáticos Djs e colecionadores à loucura e trocando de mãos por valores à volta dos quarto algarismos.

    Foi recentemente reeditada pela austriaca Record Shack, para júbilo dos mais comuns dos mortais, como eu.

     

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  • Poder Soul

    4 fevereiro 2019 – 8 fevereiro 2019

    Terça-feira

    Tyrone Davis

    Is it something you’ve got

    Dakar

    Tyrone Davis teve uma longa e profícua carreira, recheada de sucessos, principalmente, durante a década de 70.

    Nascido em Greenville no Mississippi, em 1938, foi viver para Chicago, aos vinte e um anos.

    Depois de ter sido motorista de Freddie King e de ter começado a actuar nos clubes nocturnes locais, foi apadrinhado por Harold Burrage e, em 65, iníciou o seu percurso discográfico com um single editado pela Four Brothers, enquanto Tyrone The Wonder Boy.

    Em 68, já como Tyrone Davis, foi contrado por Carl Davis para a recém formada Dakar Records e, depois de cinco tentativas falhadas, conheceu o primeiro dos vários êxitos que obteve nas cerca de três dezenas de álbuns e um sem numero singles que viria a gravar para marcas como a Columbia, a Prelude, a Future, a Ichiban ou a Malaco, entre outras.

    Produzido por Willie Henderson e escrito por Barry Dispenza e Carl Wolfolk, “Is it something you’ve got” foi editado pela Dakar em 69 e também chegou aos lugares cimeiros do Top Americano de R&B.

    Esta enorme canção é um dos mais supremos exemplos do talento ímpar de Tyrone Davis e um momento da história da Soul que, estando à distância de uns poucos euros de qualquer coleção, é absolutamente obrigatório.

     

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  • Poder Soul

    4 fevereiro 2019 – 8 fevereiro 2019

    Quarta-feira

    Tenderness

    Gotta keep on trying

    RCA

    Tenderness foi um projecto de estúdio liderado por James Purdie que, em 1978, editou dois singles, para a RCA, e desapareceu sem deixar rasto, nem qualquer outra informação.
    Teclista, produtor e compositor, James Purdie foi uma figura de proa da cena Soul de Washington D.C., durante a década de 70, tendo emprestado o seu talento a nomes como Little Melvin + The Boleros, Skip Mahoney + The Casuals, Chuck Brown + The Soul Searchers, Al Mason, Frank Hooker + Positive People ou Rick Webb, entre outros.
    “Gotta keep on trying” foi o derradeiro esforço da banda, cuja a identidade das suas excelentes cantoras se desconhece, e é um dos maiores montros Disco de que há memória.
    Esta imensa canção, que nas últimas duas décadas foi alvo de marcantes reedits de Dj Harvey e de Joey Negro, saiu em sete e em doze-polegadas e, embora a versão extensa seja aquela que é alvo do culto dos maiores aficionados do Disco, é no formato concentrado, que hoje vos trago, que revela todo o esplendor que a levou a contagiar, também, a mais snob cena Soul especializada, até porque tem muito pouco de raro.

     

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    4 fevereiro 2019 – 8 fevereiro 2019

    Quinta-feira

    Jimmy Holiday + Clydie King

    Ready, willing and able

    Minit

    Clydie King nasceu em Dallas, em 1943. 

    Depois da morte da sua mãe, mudou-se para Los Angeles, com a sua irmã mais velha, no princípio dos anos 50, onde viria a ser “descoberta” por Richard Berry que patrocionaria a sua estreia discográfica, em 56, como Little Clydie + The Teens.

    Até 77, gravou quarto Lps e cerca de dezena e meia de singles para editoras como a Speciality, a Philips, a Imperial, a Minit, a Reprise, a Lizard, a Chelsea ou Tiger Lily, mas acabou por ser como cantora de sessão que se veio a distinguir, tendo trabalhado com nomes como B.B. King, The Rolling Stones, Bob Dylan ou Steely Dan, entre muitos outros.

    Jimmy Holiday, nasceu em 1934 no Mississippi, mas cresceu no Iowa.

    Depois de ter tentado uma carreira no Boxe, acabou por se dedicar à vida artistíca e, em 58, gravou o seu primeiro disco para a independente de Los Angeles – Four Star – antes de, quarto anos mais tarde, assinar um contrato com a Everest, que marcaria o arranque definitivo da sua carreira, e, na década em meia que se seguiu, editou três álbuns e um sem numero de importantes lados para selos como Diplomacy, Minit, Kent, Dial ou Crossover.

    Em 67, encontraram-se para gravar este maravilhoso dueto que se transformou num hino Northern Soul.

    Editada pela Minit, esta grande canção, que concorre com o melhor que a Soul dos 60 nos deu, foi imediatamente adoptada pelos Djs chave do Wigan Casino, acabando por voltar a ser prensada, cinco anos mais tarde, pela United Artists, tal foi o entusiasmo que gerou.

     

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    4 fevereiro 2019 – 8 fevereiro 2019

    Sexta-feira

    Piney Brown + his Blues Toppers

    Sugar in my tea (cream in my coffee)

    Mad

    Piney Brown nasceu Columbus S. Perry, em 1922, em Birmingham no Alabama.

    Começou a cantar cedo, com o grupo Gospel da sua família, com quem se mudou para Kansas City, cidade onde cresceu.

    A longa carreira discográfica deste importante, mas subvalorizado, cantor e escritor de canções, que participiou no desenvolvimento dos Blues e dos Rhythm & Blues e no consequente nascimento da Soul, iniciou-se em 47 e, durante as quarto décadas seguintes, reflectiu-se em dois Lps tardios e num número apreciável de singles para marcas de culto como a Apollo, a Atlas, a Jubilee, a King, a Duke ou a Sound Stage 7.

    Gravada em 59 para a Mad Records, de Tommy “Madman” Jones, “Sugar in my tea (cream in my coffee)” é um clássico incontornável das cenas Mod e Popcorn e, na minha opinião, a sua grande obra-prima.

    Um delícioso pedaço do mais atmosférico Rhythm & Blues, servido por uns fabulosos arranjos, um tremendo trabalho de guitarra e uma marcante interpretação, que tem lugar garantido entre o melhor que nos deu a história da música negra.

     

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