Está por quantificar o número de portugueses que têm dificuldade em arranjar uma vida própria para viver.

Tal fenómeno social tem originado um crescente aumento daquilo que cientificamente se designa por “moléculas que vivem a vida dos outros”. Viver a vida alheia é um hobby muito nacional, uma espécie de desporto comum em que avaliamos à lupa costumes e ações de familiares, vizinhos e até forasteiros para depois dizer cobras e lagartos daquilo que fazem ou fizeram. As revistas cor-de-rosa também vieram dar uma preciosa ajuda pois permitiu-nos saber, a par passo e passo, as malandrices dos famosos. Vivemos as vidas deles como se fossem as nossas. Dizemos mal deles e deles temos inveja, mas depois copiamos os seus gostos.

Bem, sempre é mais fácil do que arranjar uma vida própria.