Uma das modernices tecnológicas que quase arrasaram com um dos mais identificativos hábitos nacionais foi o surgimento dos centros de lavagem automóvel.

Muitos terão pensado que a relação afetiva e higiénica dos portugueses com o seu bólide iria acabar. Mas não. Continuamos, felizmente, a ver, de Norte a Sul, o exercício mágico das mangueiradas nas jantes, das esponjas a escorregar pelos tabliers ou da cera a desfilar pelos capôs. O português típico, e não só, adora o seu carro, às vezes mais do que qualquer outra coisa. O

dono, ele próprio, até pode andar mal vestido e com fome, mas a máquina, essa, terá de estar sempre impecável: afinal é nela que se vai sentar para insultar o planeta inteiro.