“A morte saiu à rua num dia assim” cantou Zeca Afonso em memória de José Dias Coelho, o militante do PCP, na clandestinidade, que foi assassinado por cinco agentes da PIDE, em Alcântara.

Escultor talentoso, Dias Coelho trabalhou como desenhador para grandes arquitetos, como Keil do Amaral. Assumidamente alinhado com a causa comunista, em 1955, entrou na clandestinidade e dedicou-se à falsificação de documentos para dar cobertura às atividades dos inúmeros militantes comunistas clandestinos.
Um dia escreveu: “das sementes lançadas à terra é do sangue dos mártires que nascem as mais copiosas searas”. Foi morto no dia 19 de Dezembro de 1961.

O tempo provou que morreu cedo mas não em vão…