No ano seguinte à Revolução dos Cravos, o Estado português viu cair-lhe nas mãos cerca de 1300 empresas, fruto de um massivo processo de nacionalizações. De um momento para o outro, o Estado ficou gestor de um terço da economia.

E se pensa que o Estado Português se apropriou apenas de bancos, companhias de seguros ou dos grandes conglomerados industriais, engana-se. As nacionalizações estenderam-se a barbearias da Baixa de Lisboa, a pequenas fábricas de transformação de tomate, a restaurantes, hotéis de várias dimensões e a uma série infindável de pequenas empresas.

Um entusiasmo proletário que causou grandes dores de cabeça nas décadas seguintes e continua, ainda hoje, a condicionar parte das finanças portuguesas.