Está no ar a segunda temporada do Cosido à Mão, o programa da RTP1 que quer dar a conhecer os melhores costureiros do país.

Paulo Battista, Susana Agostinho e Mariama Barbosa vão impor desafios e avaliar criações.

Para o alfaiate Paulo Battista, a primeira temporada não podia ter corrido melhor e a prová-lo esta segunda temporada:

Costumávamos dizer aqui pelas gravações que este programa já fazia falta. Todos nós temos alguém na família, a vizinha… alguém que costura. Por isso é que as pessoas ficaram atentas ao primeiro.

Mariama Barbosa é a nova adição ao painel de jurados. Trabalha em moda há 20 anos como relações públicas. Não costura, mas tem compreendido a magia destas confeções e ultimamente tem até pensado em adquirir uma máquina de costura.

A parte mais dolorosa do formato é ter de mandar embora um concorrente por semana. Mas os jurados encaram a experiência como uma rampa de lançamento para os costureiros convictos, já que esta plataforma não deixa de ser uma forma de expor o seu talento.

Mariama Barbosa é conhecida pelo seu estilo bem disposto e irreverente. A sua vida sempre esteve ligada à moda e aos influenciadores.

Eu acho que um influencer é realmente aquele que não se deixa iludir ou comprar. Existe uma parceria como existe em todo o mundo com todas as profissões. Um influencer é acreditar naquilo que é; é seres aquilo que tu és e depois criares a tua entourage, sem ser forçado (…) Se não tiveres o teu interior resolvido, não serás bonita aos olhos dos outros.

Mariama é também uma otimista. Diz esta relações públicas que Portugal é o país com os homens mais bonitos do mundo.

Cada vez que eu volto, só no aeroporto digo “caso já!” (…) Toda a gente tem problemas, mas não temos de passar a nossa frustração aos outros!

O papel que tem no programa às vezes pode parecer duro, mas a sinceridade é o ponto de honra para Mariama.

O trabalho de Paulo Battista, por outro lado, é pautado pelo rigor da alfaiataria, sem com isso ter de ser conservador. São já 18 anos de profissão, a fazer fatos. As lições da vida aprendeu-as primeiro no Bairro da Cruz Vermelha, em Lisboa, e trabalhou muito para chegar onde está.

As pequenas coisas de que os meus filhos usufruem, usufruem porque há um grande empenho do pai e da mãe.

É ele quem avalia os pormenores mais técnicos das criações dos costureiros. A execução é tudo, para este alfaiate. Por isso é que os fatos que produz duram 15 anos.

Susana Agostinho é excêntrica, de cabelo vermelho mas vestida de preto; para controlar energias, já que é muito espiritual.
Os sabores, os signos, são as características que avalia nas noivas que visitam o seu atelier. Nada de comum nessas suas questões, como se vê.

Susana diz-se muito camaleónica na altura de vestir uma noiva. Tanto faz trabalhos para “super betolas” como para noivas mais excêntricas. E no entanto muitas vezes as suas criações quebram com a personalidade quotidiana dessas mulheres que assumem que, no dia mais importante das suas vidas, querem assumir uma personalidade oposta.

Eu sou o elo entre a linha dos criadores e a linha dos executantes (…) Eles já sabem que eu além de gostar de peças bem feitas também quero que eles saiam da sua zona de conforto, da caixa.

O último programa da temporada foi gravado neste dia. Mas ainda nos faltam muitos episódios até termos que nos despedir!