Estreou ontem o novo filme de António-Pedro Vasconcelos – “Parque Mayer”.

Esta longa-metragem tem, na verdade, dois objetivos: recontar a história daquele que foi o mais conhecido teatro de revista à portuguesa e mostrar como foi a ascensão do fascismo, de forma dissimulada e sorrateira.

A história do filme inclui um triângulo amoroso que define e expõe as personagens à polícia de costumes, que expiava as vidas das pessoas, ignorando os reais problemas da sociedade.

O Estado Novo não se importava que houvesse pobres ou prostituição, no limite nem se importava que houvessem homossexuais… desde que não desse escândalo. Esse tipo de perseguição existia sobretudo sobre o mau aspecto que isso dava na sociedade.

Diogo Morgado, Francisco Froes e Daniela Melchior são os protagonistas deste filme e representam em si mesmo as várias características dos atores de revista. Tiago R. Santos é o autor desta história para rir e para ponderar o passado.

A entrevista decorreu perto do Capitólio, onde antigamente existia o próprio do teatro do Parque Mayer. O filme já pode ser visto nos cinemas.