Emitido

2018/12/01

Episódio nº 76

 

Convidados

Rosa Dias (telespetadora);

Guilherme Filipe (telespetador);

João Mateus (telespetador);

Carlos Pereira (Humorista);

João Ricardo Vasconcelos Vasconcelos (correspondente RTP/ Washington)

 

Texto do Provedor

As situações que hoje abordámos ao longo deste Voz do Cidadão passaram despercebidas à generalidade dos telespetadores. Mas houve quem visse nelas modos impróprios de classificar pessoas pela sua etnia ou cor da pele. E tem a sua razão. Mas não são casos graves. Não nasceram de uma intenção voluntária e propositada de discriminar quem quer que fosse.

É verdade que muita gente ajuda a consolidar e mesmo a expandir sentimentos racistas sem ter consciência do que diz, ou faz. E, como ouvimos o humorista Carlos Pereira dizer, Portugal é um país muito mais racista do que se pensa e onde parece sempre excessivo chamar as coisas pelos seus nomes. Ciganos, afro descendentes e asiáticos são frequentemente olhados e tratados como cidadãos de segunda, não iguais, sem os mesmos direitos que os outros portugueses. Atitudes que se repetem com estrangeiros e com brasileiros.

Para alguns estudiosos do tema, o “soft racismo”, que podemos tentar traduzir por “racismo leve”, não deve ser menos combatido do que o racismo mais visível e brutal. Ambos fazem parte do mesmo núcleo de preconceitos, de perceções sociais enviesadas e de categorização e discriminação de determinados grupos.

A RTP não dá guarida a conteúdos racistas, mas é muito branca, demasiado branca. Fora do âmbito da RTP África, faltam-lhe produtores, jornalistas e apresentadoras de diferentes origens. Só através dessas presenças diversificadas a RTP poderá ser um verdadeiro espelho daquilo que é hoje a sociedade portuguesa.

Eu sou o seu Provedor. Não se esqueça, pode contar comigo.

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