Voz do Cidadão

Os diretores dos canais da RTP revelam em antecipação as suas apostas de programação para o ano de 2019. Muitas novidades no ecrã.

Alguns dos serviços criados pela RTP para tornar a experiência de contacto com o Serviço Público de Televisão mais fácil e mais interessante para todos os cidadãos, nomeadamente os portadores de alguma deficiência, não funcionam como deviam.

Os elogios são raros na correspondência que recebo. Mas nem por isso são menos importantes do que as críticas. Pelo contrário, por vezes um elogio move montanhas enquanto uma crítica paralisa a mudança.

O Serviço Público tem obrigações fixadas na Lei e no contrato, mas o que todos esperamos dele não é apenas que cumpra uma série de deveres impostos pela Lei. Esperamos que dê um contributo único e inquestionável no campo da divulgação do conhecimento e da cultura, das artes e da língua, dos direitos individuais e sociais, da coesão nacional e da qualidade informativa.

A violência doméstica está presente num em cada três lares portugueses e em 80 por cento dos casos é dirigida contra as mulheres. Que pode a RTP fazer para apoiar o combate a esta realidade tão negra quanto oculta?

Portugal é um país muito mais racista do que se pensa e onde parece sempre excessivo chamar as coisas pelos seus nomes. A RTP não dá guarida a conteúdos racistas, mas é muito branca, demasiado branca.

Ligar a televisão e ver um programa repetido pode ser motivo de desilusão para uns ou de contentamento para outros. Os espetadores atentos, não se coíbem em apontar o que consideram falhas, ou porque já viram, ou querem voltar a ver o mesmo programa. E o que se pode ser nas madrugadas da RTP? Repetições?

A velocidade a que a informação se propaga pelas redes socias, constitui hoje, uma das maiores ameaças a que todos estamos expostos. Como pode a RTP ficar imune ao contágio das notícias fabricadas?

O desafio que a RTP3 enfrenta é o de criar um perfil informativo bem distinto daquele que caracteriza a RTP1. Os telespetadores querem poder escolher entre dois tipos de informação diferentes, entre duas formas distintas de trabalhar e apresentar a atualidade.

A RTP Madeira decidiu comemorar os 600 anos do achamento do arquipélago aumentando a produção própria e as encomendas a empresas locais. Mas o equipamento com que trabalha tem mais de vinte anos e encontra-se à beira da rutura.

A pressão exercida através do correio eletrónico, por mais legítima que seja, não pode substituir e sobrepor-se às decisões tomadas no âmbito das instituições da democracia representativa.