Voz do Cidadão

O universo RTP vai muito além do que se vê na televisão. A RTP está envolvida em muitas iniciativas em parceria com organizações ligadas à educação, à saúde e à solidariedade. E desenvolve muitos serviços destinados aos mais diversos públicos.

A rede de correspondentes locais da RTP é francamente má e muito deficiente. Os territórios mais abandonados são também os que se tornam mais invisíveis devido à ausência de jornalistas neles fixados que mostrem a realidade local.

A RTP pedala COM A Volta a Portugal em Bicicleta desde 1957. Seja pela qualidade da transmissão da prova, ou pelos conteúdos do programa de entretenimento que a acompanha, muitos são os telespectadores que apontam o dedo a estas emissões. E sonham com uma cobertura como a que é feita do “Tour”

Cada telespetador quer ver o seu programa preferido emitido no chamado horário nobre. Tal não é possível, mas será que a RTP1 não podia fazer diferente? Fomos ver como são os horários nobre de diversas estações públicas por essa europa fora.

As alterações climáticas e a emergência climática exigem uma informação cada vez mais rigorosa e completa. Mas a RTP tem dado neste campo passos demasiado tímidos. Os telespectadores querem mais e melhor. E o Provedor dá-lhes razão.

As coberturas das campanhas eleitorais realizadas pela RTP são sempre alvo de críticas por parte de vários telespetadores. Também nestas eleições europeias assim aconteceu. O Voz do Cidadão analisou em detalhe o que foi feito nos telejornais emitidos durante a campanha e concluiu que a televisão pública tinha feito uma cobertura dentro dos princípios da legalidade e com atenção à diversidade das formações políticas candidatas a um lugar em Estrasburgo.

No Bom Dia Portugal fala-se de tabaco e não era suposto. La Banda tem canções em inglês e nem todos acham bem. O Dia Mundial do Teatro não deu direito à emissão de nenhuma peça. E a série Dois Minutos para Mudar a Vida só recebe elogios. Já a emissão de extratos do vídeo do massacre na Nova Zelândia levantou dúvidas a mais de um telespetador.

A RTP dá voz e palco a pessoas que se apresentam como conhecedoras de práticas que melhoram a saúde, o bem-estar e o equilíbrio de quem as seguir. Mas não o fazem no âmbito científico comprovado ou comprovável. E muitos são os que condenam tais procedimentos da RTP

Alguns telespetadores criticam o dinheiro que se gasta em programas realizados no estrangeiro. Entretanto, a rede de correspondentes residentes nas principais capitais do mundo é cada vez mais residual.

A RTP não pode nem deve usar algumas das estratégias de que se socorrem outras estações para aumentarem a suas audiências. Do Serviço Público de Televisão espera-se outra estratégia, outra qualidade de programação orientada por critérios rigorosos e culturalmente relevantes.

Hoje temos mais consciência de que somos condicionados, usados e dependentes dos media. Mas a educação para o seu uso responsável e consciente é um processo sempre a precisar de reciclagem.

A realização do Eurofestival em Telavive está a motivar tentativas de boicote dos que se opõem à continuada política de agressão israelita. A polémica fez esquecer outra: a lançada pelos que não se revêm na canção portuguesa. Mas a Eurovisão é bem mais do que o festival.