Voz do Cidadão

É preciso reduzir drasticamente o tempo dedicado à pandemia, criando espaço para outras notícias. A informação útil deve estar presente noutros programas para além da informação. É preciso emitir com destaque as boas notícias. Num tempo como este o bom senso não é suficiente. É necessária alguma autorrestrição.

Quando mais de 80% da população vê televisão com recurso a prestadores de serviços que lhe permitem rever os programas à hora que mais lhe convém, será que ainda faz sentido falar de horário nobre e de programação linear? Há, pelo menos, duas boas razões para responder positivamente a esta questão.

Muito pior do que um deslize pontual é a incorreção sistematicamente repetida. Não emendar a mão é sempre muito mais exasperante do que um erro cometido uma única vez.

A transmissão de jogos de futebol, da seleção portuguesa e de outros, faz todo o sentido no serviço público de televisão. Mas há demasiado tempo dedicado à emissão e repetição de notícias sobre futebol.

É mais fácil tratar o que já foi tratado e se julga conhecer do que chamar a atenção para o que até hoje não mereceu a atenção dos media. Este conservadorismo é um mau serviço prestado ao público.

Não há um racismo benigno e outro maligno. Porém, nem todas as suas manifestações têm a mesma gravidade. Combater o racismo e a xenofobia é hoje uma prioridade para as democracias europeias. Nesse âmbito, os media não podem esconder os atos racistas e xenófobos.

A televisão pública tem obrigação de tomar a iniciativa para que se crie regulação e legislação sobre a publicidade aos jogos de sorte e azar que defenda os consumidores e proteja os telespetadores.

Ouvimos os diretores dos canais sobre as grandes apostas da programação para 2020. Esperamos ter aumentado as suas expectativas em relação à oferta do Serviço Público de Televisão no próximo futuro.

Há muito trabalho por fazer no sentido de apurar e melhorar a identidade de cada canal do Serviço Público de Televisão.