Emitido

2019/05/04

Episódio nº 96

 

Convidados

Maria do Carmo Diniz (responsável pelo Estudo Marcas de Confiança);

Felisbela Lopes (Universidade do Minho);

Marina Ramos;

Cristina Viegas

 

Texto do Provedor

Só há dois modos de legitimar o Serviço Público de Televisão, isto é, de mostrar aos cidadãos que vale a pena pagar para que ele exista. Ou através de uma televisão Pública de grandes audiências – se toda a gente, ou quase toda a gente, a vê, isso é razão suficiente para defendermos a sua existência. Ou porque, aceitando que não seja o rei das audiências, reconhecemos no Serviço Público uma oferta diferente, uma programação distinta, melhor e mais interessante daquela que é proposta pelos outros canais. Claro que o melhor dos mundos é casar estas duas facetas: grandes audiências e completa diferenciação em relação aos demais.

Tal como se apresenta a paisagem televisiva no mundo que culturalmente está mais próximo de nós, não se vislumbram grandes hipóteses do Serviço Público de Televisão se afirmar como líder de audiências. Estão-lhe obviamente vedadas algumas estratégias de que se socorrem outras estações. O bom gosto, o bom senso, o respeito pela dignidade humana e os critérios que devem presidir à informação e ao entretenimento televisivo são linhas vermelhas que a RTP não pode pisar, quanto mais transpor.

A qualidade, a diferença, a inovação, e a programação pensada com intencionalidade e objetivos criteriosos e culturalmente relevantes é o que se pode exigir da RTP. Sem impedir que esta esteja sempre atenta às audiências que consegue cativar. Mas sem abdicar do perfil de verdadeiro serviço público para as conquistar a qualquer preço.

Eu sou o seu Provedor. Não se esqueça, pode contar comigo.

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