Emitido

2018/03/17

Episódio nº 47

 

Convidados

Miguel Valverde (IndieLisboa);

Isabel Machado (APORDOC);

Camilo Azevedo;

Daniel Deusdado;

Teresa Paixão;

Jacinto Godinho;

Margarida Metello.

 

Texto do Provedor

Nenhuma estação televisiva lhe oferece tantos e tão diversos documentários e séries documentais como a RTP. Não apenas na RTP3 e na RTP2, mas também na RTP1. Recebo muitas mensagens manifestando o apreço dos telespetadores por este género televisivo e incentivando a RTP a continuar a apostar no documentário. As críticas que me chegam são muito focadas neste ou naquele conteúdo preciso, mas não põem em causa a opção genérica em favor deste género.

Existe portanto uma convergência muito nítida entre a estratégia desenvolvida pelos programadores dos canais RTP e o público. Já os produtores e realizadores independentes não estão assim tão contentes. Alguns pensam mesmo que a RTP não faz tudo o que devia fazer para apoiar o documentário em Portugal. Também os realizadores da RTP que se especializaram nesta área e cujo trabalho é reconhecido e tem sido premiado dizem que a estação pública pode e deve fazer mais e melhor.

Os canais da RTP exibem documentários assinados por equipas portuguesas, sejam da RTP ou de produtoras independentes. Mostram também trabalhos de realizadores estrangeiros das mais diversas nacionalidades. À pluralidade de origens junta-se a diversidade de formas: uns apresentam-se quase como reportagens de maior fôlego e dimensão, enquanto noutros as opções, o modo de ver e as preferências estéticas do autor estão de tal forma presentes que os classificamos como, isso mesmo: documentários de autor.

Seja como for, a importância e o impacte deste género que conjuga informação, entretenimento, conhecimento, emoção e arte não para de crescer. Por isso dedico ao lugar do documentário na RTP e ao seu próximo futuro este programa.

Veja o programa completo aqui