Movida pelo dinheiro e pelo poder, não olha a meios para atingir o que quer e, principalmente, quanto quer. O seu casamento foi um simples negócio que lhe deu a gerência da rede de joalharias e dinheiro. E Emília nunca permitiu que alguém o pusesse em causa.

Foi por isso que quando o marido se apaixonou perdidamente por Júlia, Emília exigiu a Amadeu que a matasse a ela e à filha ilegítima dois, ainda bebé. Emília vence mais uma vez e nem a mudança de Álvaro, que se tornou num homem amargurado, a
perturbou. Tinha conseguido o que queria, não fazendo ideia de que Amadeu poupara a criança e que um dia esta voltaria para se vingar.

Não admite falhas e foi graças a ela que o percurso da empresa foi de crescente sucesso. Mas o lucro não vem apenas das joalharias. Em parceria com Amadeu, Emília mantém negócios paralelos de contrabando de ouro e tráfico de arte. Fora da carreira, Emília também é uma mulher bem vista, respeitada.

Porém, apesar de ser muito conhecida e ter muitos conhecidos, Emília não tem amigos. O seu filho Guilherme é a única exceção, depositando nele toda a sua confiança.