Começou a fazer teatro quando tinha 7 anos. Depois descobriu a dança e, por fim, a ginástica acrobática. Contudo, desapaixonou-se quando se começou a sentir um robot nas competições em que participava. Só conheceu o circo aos 20 anos, quando saiu de Cascais para ir viver e trabalhar em Lisboa.

Tudo aconteceu quando estava a trabalhar no Trumps, à noite, e um colega que de vez em quando ali fazia acrobacias a desafiou-a ir com ele a umas aulas. Foi então que conheceu Edson e o projeto do Armazém Aéreo, onde se redescobriu como pessoa e como artista. “Eu fui uma das muitas pessoas que o Edson ajudou. Na altura, cheguei a perder-me um bocadinho com o trabalho na noite e foi ele quem me ajudou a encontrar o meu caminho. E encontrei no circo a junção de todas as artes que eu já conhecia e gostava (dança, ginástica) e uma adrenalina viciante”.

Às tantas, o talento levou a a participar em vários eventos e até a trocar o lugar de aluna pelo de professora. Quando quis voar mais alto, mudou se para Inglaterra e tirou o bacharelato em Contemporary Circus and Physical Theatre, na Circomedia, em Bristol. Depois de dois anos de formação, é convidada para uma temporada de seis meses num hotel em Maiorca, assinando, depois, uma série de contratos internacionais (Alemanha, Angola, entre outros) e que a obrigavam a estar fora durante vários meses. Quando deixou de fazer sentido estar a pagar por uma casa, tão pouco era o tempo que lá passava, investiu numa caravana e assim viveu durante 4 anos. Ela e o companheiro inglês, com quem formava um duo de acrobatas.

Foram as saudades e a segunda oportunidade para fazer aquilo que gosta na vida que a trouxeram ao Got Talent Portugal. “Ouvir um neurocirurgião a dizer que, pela radiografia, mais uns centímetros e não andava, dá que pensar’. Por isso, mesmo sabendo que não está na melhor forma, espera, sobretudo, inspirar os seus alunos.