Strong, 20 anos, Almada.

Rodrigo Grilo, aka Strog, tem 20 anos e vive em Almada. A família sempre fez parte do espetáculo. O avô sempre trabalhou em teatros (fazia produção), o pai é técnico de som de vários artistas (GNR, Carlos do Carmo, etc.) e o tio paterno é técnico de luz. O pai levava-o aos concertos e ele sempre teve as artes no sangue. Também sempre praticou desporto (natação, ginástica, trampolins e dança).

Começou nas danças urbanas por volta dos 13 anos. E nunca mais saiu! Começou como hobbie, porque a escola de dança “Next” era em frente a casa. Mas rapidamente percebeu que tinha na dança uma paixão. Entrou no Chapitô com 15 anos, porque não se identificava com os cursos “normais”. E aí percebeu que queria ser performer e estar no mundo do espetáculo. No 3.º ano do Chapitô estagiou com o professor de dança (Obelix) e foi desafiado pelo professor para competir em dueto (com a melhor amiga Rita, também bailarina), numa competição de danças urbanas.

Para esse efeito, criou uma coreografia de hip hop com uma música infantil, com uma componente cómica, mas mantendo a técnica, e qualificaram-se para o europeu. Porém, decidiram não ir, porque quiseram arriscar tudo e tentar a sorte no mundial. Elevaram a fasquia, melhoraram o guarda-roupa e a coreografia e ficaram em 3.º lugar na qualificação para o mundial, em 2019. Já na Holanda, no campeonato Mundial Hip Hop Unite foram vestidos de Hannah Montana e ficaram no top 15. Nesta altura, já tinha concluído o curso do Chapitô.

De regresso a Portugal, estava parado. Chegou a entrar na Escola Superior de Dança, mas acabou por desistir porque não se identificava com o ambiente. Dedicou-se assim a criar vídeos para o instagram. E a adesão foi boa.

O objetivo de Strog é começar a fazer conteúdos com patrocínios, para não sair tudo do seu bolso e começar a ser reconhecido. Vai fazer um curso de stand up comedy para ter mais valências no
mundo do espetáculo. Não quer ser só mais um. Quer ser um artista valorizado pela sua criatividade, originalidade e versatilidade. A pandemia tem-lhe retirado algumas oportunidades, mas acredita que o Got Talent Portugal será agora uma boa rampa de lançamento.