Desde que se lembra, sempre gostou de cantar. As memórias que tem de criança, aliás, são de uma menina muito viva que fazia parte de tudo quanto era festas da escola e de família. O que quer que fosse, pegava nalguma coisa e fazia de conta que era um microfone. Adorava fazer concertos e sentia se como se estivesse num palco a sério.

Perante o seu gosto pela música, os pais colocaram-na no conservatório aos 6 anos. Começou por tocar piano e também começou a ter aulas de coro. A partir daí, a música ganhou uma importância gigante na sua vida. Ainda chegou a fazer natação e dança, mas acabou por se dedicar mais à música, a sua grande paixão.

Tinha apenas 13 anos quando viu a primeira ópera. Ficou deslumbrada e pensou logo no que poderia fazer para estar naquele lugar. Por isso, quando foi para o secundário, com 15 anos, largou o piano e passou para canto. Paralelamente, teve aulas de línguas.

Começou a participar em concursos ainda no conservatório, classificando-se no terceiro lugar do pódio com apenas 17 anos. Acabou por ir para a Universidade de Aveiro, onde tirou um a licenciatura em música, na variante de canto. Lá, foi também participando em vários concursos, até que começou a trabalhar e passou a dedicar-se mais à parte do ensino.

Aos 24 anos, no mestrado, voltou a participar em concursos, ganhou prémios e foi selecionada para participar em audições. Em 2016, foi convidada para um concurso internacional em Toulouse, França.

Em 2018 e 2019, foi cantando em eventos em Braga. Diz que a doença acabou por lhe cortar os sonhos e que, ao início, foi -lhe muito difícil aceitar aquilo que tinha passado. Atualmente, já vê as coisas de forma diferente: vê a voz como um dom e sente que teve de passar por aquilo par aprender, crescer e ser ainda mais forte.