A música faz parte do seu dia a dia desde que se lembra. Seguiu com este gosto de forma despreocupada e sem pensar que um dia a música poderia ser algo a que Paulo dedicaria a sua formação. Tudo começou com um amigo que cantava em Karaokes e Paulo desafiou-o na brincadeira a dizer que cantava melhor do que ele.
Paulo, que nunca tinha sequer pensado na hipótese de cantar em público, surpreende-se com o seu
desempenho e, apesar da vergonha do momento, percebe que afinal aquele gosto que sempre teve
pela música poderia trazer-lhe muitas descobertas e fazê-lo seguir novos caminhos.
Depois deste desafio, procurou opções para poder cantar. Fez parte do coro da sociedade filarmónica primeiro de dezembro, no Montijo até aos 22 anos, entretanto decidiu apostar na sua formação
musical como algo mais sério e começou a ter aulas de canto privadas.
Aos 24 anos, iniciou o curso de música no Conservatório Nacional. Tudo corria bem, até que em 2017, uma rasteira de saúde o obrigou a parar. Foi-lhe diagnosticado um problema na garganta, o seu principal instrumento para realizar o seu sonho. Paulo tinha um refluxo e um escape glótico (falta de elasticidade das cordas vocais). Nessa altura, estava no segundo ano do curso e foi obrigado a desistir e dar prioridade à sua saúde. Começou o tratamento de terapia da fala, que durou 6 meses.
Apesar desse episódio menos positivo na sua tenra idade, Paulo mantém a paixão pela música e
quer muito recuperar o tempo perdido.