Paula é natural de Aveiro e desde pequena que via os filmes americanos e sonhava dançar como os atores que entravam neles. Não só sapateado, mas tudo o que envolvesse aquela cultura.

Por isso, dançou hip-hop, break dance, entre outras coisas, até que teve uma aula com o bailarino e hoje amigo Michel. Desde essa altura que ficou com uma fixação pela modalidade, mas manteve-a na prateleira, até porque a sua responsabilidade era dar aulas de fitness. Era isso que fazia desde os 20 anos, quando terminara o secundário e tirara o curso para poder lecionar naquela área. ‘Sempre fui
muito dada ao desporto na escola, por isso sabia que o meu caminho havia de ser por aí’.

Até que em 2006, com 29 anos, decidiu pegar numa mochila e partir rumo a Barcelona.

Entrou para uma companhia, começou a ter aulas e descobriu, finalmente, a técnica, o ritmo e a musicalidade por detrás do sapateado.

“Havia dias que nos juntávamos no parque ou no coreto e fazíamos jam sessions. Aprendíamos imensa coisa uns com os outros. E foi aí que, às tantas, conheci a pessoa que mudou a minha vida: a professora que mudou o meu entendimento da música, do jazz
e me transportou mesmo para dentro da história dos EUA que é de onde vem o sapateado”.