Faz ballet desde os 3 anos, mas sempre como hobbie. Em pequena, dizia que, quando crescesse, queria ser cabeleireira. Não fosse Núria a filha mais nova de Annarela Sanchez e até seria fácil de acreditar nessa possibilidade. Mas já diz o ditado, e bem, que “filho de peixe sabe nadar.” Por isso, desde que, aos 9 anos, entrou para uma escola onde só tem aulas de manhã e que dedica o resto do tempo ao conservatório, encara a dança de forma completamente diferente e mais séria, treinando todos os dias das 14h30 às 20h30.

Faz ensino articulado (está no 8.º ano) e hoje é, inclusive, aluna de alto rendimento, o que a permite conciliar melhor as coisas, sobretudo, em altura de competições, espetáculos, etc. Ainda assim, garante que o ballet a ajuda a ser muito organizada e afirma que nunca sentiu ter de sacrificar alguma coisa por causa do ballet. “É preciso muita dedicação e trabalho, isso sim. Mas, de resto, sempre conciliei tudo. Claro que, quando era pequenina nem sempre podia ir às festas de aniversários dos meus colegas da escola aos sábados, mas eu soube sempre que era o melhor para mim. Hoje em dia, as minhas amigas são todas do ballet e aproveita mos sempre os domingos para passear, ir comer um gelado e sermos adolescentes”.

Participa em competições nacionais e internacionais desde os 8 anos e até já foi a Nova Iorque, Itália e Barcelona. Um dos pontos altos do seu percurso foi em 2019, no Dance World Cup, em Portugal, onde se sagrou vencedora e a pessoa com mais vitórias por categoria. “Ganhei em solo, dueto, trio, grupo… Ganhei em tudo o que dancei!”

Vem ao GTP para mostrar que sabe dançar, tal como os outros colegas do conservatório que já participaram. Antes, sentia que ainda era muito pequenina e não valia a pena, mas agora já se sente pronta, embora com uma grande responsabilidade em cima dos ombros. “Tanto o António (Casalinho), como o Francisco e a minha irmã chegaram, pelo menos, à final. Espero conseguir o mesmo e até, quem sabe, ganhar.”