Nádia começou a dançar ainda em Portugal, quando tinha 6 anos. Fez danças de salão durante um ano e só aos 15 anos, na Suíça, é que se voltou a inscrever em aulas de dança com umas amigas. É nessa escola que conhece Simão, com quem dança há 6 anos. Diz que foi sempre muito tímida e introvertida, mas que, na dança, encontrou uma forma de se exteriorizar, de se expressar sobre coisas que não estavam bem na sua vida.

Simão também vive na Suíça. Nasceu em Luanda e emigrou com a mãe quando tinha apenas 3 anos. A primeira vez que (Simão) Dakota e Nádia dançaram juntos foi por acaso, mas resultou bem, apesar de os dois nem se aperceberem da química que tinham um com o outro.

Contudo, as pessoas que os viam dançar sentiram-no de imediato e, a partir daí, os dois começam a explorar esse lado mais emocional e a contar histórias com as suas coreografias (criadas pelos próprios). Por isso definem o seu estilo de dança como um de storytelling, onde transformam as suas emoções em movimentos. ‘Passo a passo, criam coreografias que retratam situações de vida e factos sociais’, lê-se na página oficial da dupla.

Nádia trabalhava como rececionista em hotéis e Dakota era desenhador/projetista. Em 2018, participam no Got Talent de França e ficam em 2.º lugar. Nesse mesmo ano, ganharam o World of Dance e, em 2020, voltam a subir ao palco na Batalha dos Jurados (edição francesa).

Desde a sua participação nestes programas televisivos que se tornaram conhecidos um pouco por todo o mundo e são solicitados para diversos trabalhos e atuações. Deixaram as suas profissões e hoje são bailarinos profissionais, a tempo inteiro.