Por andar sempre a cantar e dançar em casa, a mãe de Maria põe-na no ballet com apenas 3 anos.

Contudo, é obrigada a afastar-se quando parte uma perna, numa saída em família, num restaurante. Volta aos 5 anos e, desde então, nunca mais parou.

Começou como hobbie na Academia Kompassos, onde ainda hoje faz contemporâneo, mas a professora incentivou-a a ir para o conservatório onde, há três anos, faz ensino articulado. Lá, tem formação musical, de ballet clássico, hip hop, contemporâneo e teatro.

Começou a competir aos 10 anos e tem ganho vários prémios em grupo e a solo (tanto em jazz, clássico e contemporâneo). Em 2017, foi uma das premiadas no Dance World Cup. Sonha ir para uma companhia, mas ainda não sabe ao certo o que o futuro lhe reserva. No secundário, espera poder continuar no conservatório ou, eventualmente, seguir Ciências e Tecnologias.

Foi a professora Tamara que a inscreveu no GTP, à revelia. Quando lhe disse, Maria não queria acreditar e, agora que se aproxima o momento de subir ao palco do Coliseu dos Recreios, diz que a sensação é incrível. “Ir ao GTP é um passo muito à frente do que já fiz. É uma experiência totalmente nova, mas também uma nova forma de validação e de saber o que é que as pessoas de fora acham de mim.”

Confessa ter algum receio de Manel, pela sua frontalidade e honestidade.