Com 5 anos entrou no quarto dos pais e disse que queria dançar ballet. Ainda assim, começou pelo hip-hop e só aos 9 anos é que, enveredou, finalmente por essa modalidade – a psicóloga aconselhou-o a seguir o queria.

Passou alguns momentos difíceis na escola primária por ser um rapaz que dançava ballet. Dançou hip-hop e ballet até aos 13 anos, altura em que se dedicou apenas ao ballet. Andou no Centro de Dança do Porto, por ser a escola com mais rapazes.

Aos 14 anos, começou a fazer competição e ganhou alguns prémios a pares.

Com 16 anos, concorreu à English National Ballet School, onde ficou durante 4 meses. Acaba por regressar a Portugal por não se adaptar à escola e chegou a achar que nunca mais queria dançar. Esteve um ano sem o fazer, acabando, depois, por voltar.

Tem o Curso Avançado 2 da Academia Imperial – o grau máximo – e o seu estilo preferido é a dança contemporânea. Quer viajar pelo mundo a dançar e passar este sonho a outras pessoas.

Vive com os pais, a irmã de 14 anos e o irmão de 22. O pai é advogado e a mãe economista. Os dois sempre o apoiaram muito e Manuel diz que, às vezes, eles até conseguem ser mais apaixonados pela dança do que o próprio.

Vir ao GTP é uma forma de continuar a ter motivação para dançar, até porque agora está tudo parado devido à pandemia. Contudo, desta vez a avaliação vai ser diferente do que aquela que fa-zem nas competições, mas acredita que vai ser bom para o seu crescimento.

Adora dançar sozinho, gosta de desafios e considera-se um homem do palco. É a dançar que se sente verdadeiramente feliz e que liberta as suas emoções.

Tem também um grande interesse pelo jornalismo, o que o levou a tirar uma licenciatura em Ciên-cias da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Lá, faz voluntariado a dar explicações a crianças carenciadas.