Luiz Amorim sempre viveu do circo. Aos 26 anos, considera-se um artista emergente, que mistura o clássico com o contemporâneo, desconstruindo um pouco as bases clássicas. Tem muita vontade de aprender sempre mais sobre a sua arte.

Natural do Brasil, tinha apenas 8, 9 anos quando começou a ter aulas de aéreo com uma família tradicional do circo, que se fixou na zona onde morava. Por volta dos 18 anos começou a trabalhar com o circo, a percorrer todos os estados do Brasil. Passou pela Argentina, onde fez um intercâmbio cultural numa residência de dança e aí aperfeiçoou as técnicas de breaking.

Entre 2011 e 2019 trabalhou no circo de Malta e participou no festival nacional de circo, no Brasil. Em 2019 decidiu arriscar e veio para Portugal para aprender mais sobre o circo contemporâneo, dado que a sua especialidade é a base clássica. Luiz diz que o circo contemporâneo na Europa é muito forte e apostou em Portugal para ter contacto com os artistas contemporâneos de cá.

Tem feito vários workshops e participado em algumas residências de dança. Com a pandemia, as performances não aconteceram ainda. Mas Luiz sente que está na altura certa de poder ter a sua grande performance. No Brasil, chegou a participar num programa de televisão, que era um concurso de dança: “ESTV na Dança”, em 2018. Aposta agora no Got Talent Portugal porque sente que é um grande desafio, sendo um programa de palco, com artistas de todas as áreas.

Orgulha-se de ter conseguido emigrar para aprender mais sobre a sua arte e a sua maior conquista foi “ter recomeçado aquilo que achava que estava certo a vida inteira e ter começado a desconstruir um pouco da técnica clássica”. (Tem aprendido em workshops e residências artísticas). O seu sonho é entrar para uma companhia de circo grande.

O seu grande objetivo é reerguer-se como artista e investir em audições e castings. A sua maior inspiração é o Cirque du Soleil e o Franco Dragone. Quer chegar a uma companhia desse nível. É nas suas performances no palco que se sente feliz. Na sua participação no GTP quer apenas conseguir sentir-se bem consigo e com a performance que apresentar. Espera que, quem estiver a assistir, consiga entender o sentimento que quer passar com a sua atuação. Quer passar a alegria e o brilho do circo e acredita que vai receber um bom feedback do júri. Quer passar uma mensagem de encanto e prazer, a imagem de bravura e coragem na execução dos movimentos. Sempre com um sorriso no rosto. Luiz sublinha que a sua atuação é muito perigosa pela altura e exige muita concentração, treino e calma. Não obstante, o seu maior receio para a audição prende-se mais com o risco e a produção do que consigo, porque trabalhou a vida inteira nisto! Vai atuar com straps. Se
sonhar alto e imaginar ganhar o prémio, este já tem destino: investiria tudo no estudo técnico (residências artísticas, aparelhos, viajar para aprender mais).