Jimmy nasceu em França, mas tem raízes portuguesas: tanto o pai como os avós paternos são de cá. Depois de ir para a guerra em 1969, o avô já não volta ao Porto e vai ao encontro da mulher e do filho (pai de Jimmy), que, entretanto, se tinham mudado para França. Foi lá que Jimmy nasceu, cresceu e começou a fazer patinagem aos 8 anos. Participou em competições durante mais de 10 anos, até que começa a trabalhar e a fazer espetáculos para algumas das maiores companhias do mundo.

O primeiro trabalho, inclusive, foi como protagonista do filme francês «Ma Vraie Vie à Rouen», onde dá vida ao jovem patinador Étienne. Daí dá o salto para a Disneyland Paris, onde durante 8 anos trabalhou como ator, bailarino e coreógrafo. ‘Foi maravilhoso’, recorda. Em 2004, junta-se à companhia «Holiday on Ice», com quem anda em tour durante mais de 10 anos com espetáculos temáticos para as diferentes festividades do ano. ‘Quando acabamos uma tour, começávamos logo outra a seguir’.

Entretanto parou e, nos 7 anos seguintes, assume a função de treinador de jovens patinadores na Holanda. Contudo, quando a vida se torna demasiado stressante, Jimmy e o companheiro mudam-se para o Porto, ao encontro das raízes do pai e dos avós.

Sem nunca descurar a sua carreira como patinador, abriu uma empresa de turismo com o companheiro e tem trabalhado como guia (contudo, por causa da pandemia, estão há um ano parados). Vai 4 a 5 vezes por ano à Holanda porque, ainda hoje, é ele quem coreografa a seleção nacional de patinagem no gelo. Agora que se tornou mais difícil fazer as viagens, tem dado aulas e formação a patinadores profissionais online.

Também a patinagem no gelo ficou em stand-by, até porque em Portugal não há muitas pistas para que possa praticar (a mais próxima é a de Viseu e mesmo assim fica-lhe longe). Assim sendo, voltou a patinar com rodas, e desde então tem praticado pela cidade e em sítios como o Palácio de Cristal e a Casa da Música.