Filho de mãe inglesa e pai português, Frederik Chapman Reizinho nasceu em Faro e, aos 5 anos, veio viver com a avó para Santarém. Às tantas, como era ‘um malandro na escola, que só queria má vida e faltar às aulas para jogar à bola e ir para o café com os amigos jogar às cartas e matrecos’, volta para o Algarve, com 15 anos, e a viver com a mãe.

Na nova escola, falam-lhe num curso que ia abrir – de barman – onde podia ficar com equivalência ao 3º ciclo em apenas 2 anos. ‘Como só me queria era ver livre da escola, nem pensei duas vezes. E pronto, comecei a tirar o curso e gostei. Quando entrei na modalidade de flair, então, nunca mais tirei isto da cabeça. Inclusive fizemos uma visita de estudo ao bar onde trabalho e fizeram uma demonstração. Fiquei vidrado’.

Tanto que é a sua vida desde os 18 anos. Começou por estagiar num hotel (onde servia e dava apoio aos pequenos-almoços) e, nas folgas – à sexta e ao sábado – trabalhava no bar onde, hoje, se man-tém efetivo há 15 anos (Wild & Co). Começou do zero, a apanhar e a repor copos, e só ao fim de 5 anos de casa é que teve a grande oportunidade de se estrear como flair bartender. ‘Foi numa pas-sagem de ano. Estava extasiado, mas ao mesmo tempo muito nervoso porque aquele tinha sido sempre o meu foco’.

Desde então que faz exibições regulares naquele estabelecimento e é um sucesso a entreter as centenas de clientes para quem atua em cima do balcão. Sabe preparar mais de 250 cocktails.

Na família, confessa que teve sempre muito apoio, até porque ficaram todos muito contentes por ver que, finalmente, encontrou um foco para a sua vida.

Vem ao GTP para mostrar o seu talento e ter mais visibilidade e reconhecimento. ‘O flair bartending não é muito valorizado em Portugal. Ainda há muita gente a pensar que é só mandar umas garrafas ao ar’.

No futuro, sonha poder abrir a sua escola de flair bartending.