Quando nasceu, é caso para dizer que o mundo viu mesmo nascer uma Estrela. “Estrela é o meu segundo nome, o primeiro é Maria. Sou Maria Estrela Temido Gomes… A Estrela veio da minha avó. É como se já fosse Estrela antes de o ser”.

Começou a cantar há 10 anos, por brincadeira e para surpresa dos pais, que nem sabiam que ela cantava (fazia-o às escondidas no quarto e nalguns grupos da escola – onde já corrigia quem lhe chamava Maria para Estrela). ”

A minha mãe tem zero ouvido para a música. O meu pai, sim, gosta. Mas ninguém canta!”. Por isso, tudo começa com uma “aposta” que faz com eles, onde garante ter coragem de ir para a rua cantar e ganhar uns trocos.

Eles não acreditaram, mas a verdade é que, com apenas 15 anos, Estrela foi mesmo cantar para a rua, junto a um café. ‘Foi quase uma piada, do género ‘vai lá ver o que é que tu tocas, e se alguém te ouve’. E ouviram. As pessoas que lá estavam acharam graça à sua atitude e Estrela gostou da sensação de cantar e tocar para elas. “Hoje é isso que faço oficialmente. Tenho uma licença que me permite tocar e animar na rua e é isso que quero fazer”.

Mesmo sem aulas de canto – a não ser mais recentemente no Hot Clube -, ia para a rua cantar durante todo o verão (quando estava de férias). Às tantas, começam a convidá-la para tocar em bares e eventos e, mais tarde, começa a cantar de forma mais contínua na rua e a ser cada vez mais solicitada para espetáculos, tanto que passa a viver apenas da música. “Gosto das duas coisas, mas, num bar é sempre diferente. Sinto que estou a fazer música ambiente. Na rua, é mais próximo, mais imediato, interajo com as pessoas, pergunto-lhes se querem que toque outras coisas… Às vezes aproximam-se crianças e toco umas músicas infantis, elas começam a dançar e divirto-me imenso. É sempre inesperado e é isso que gosto na rua”.

Começou a cantar, com a cantora P!nk como referência – pela sua figura rebelde. Mais tarde, descobriu Amy Winehouse e aí o interesse passou a ser a voz e a maneira de cantar. “Foi isso que me empurrou para um estilo mais jazzy. Comecei a explorar esse registo e percebi que a minha voz ficava melhor, num registo com mais swing, mais soul. Então comecei a fazer as minhas versões mais jazzísticas da música pop”.

Tem uma Pós-Graduação em Desenvolvimento de Negócios em Turismo e vem ao GTP para dar um salto na música e chegar mais longe. Já tem dois temas originais e um CD à venda. Quer continuar a compor para que o seu reportório não se fique essencialmente pelos covers.

Jogou futsal federado durante cinco anos, em Coimbra (onde estudou), faz malabarismo e anda de monociclo.