Entrou para o conservatório com apenas 2 anos, por decisão dos pais que, apesar de não estarem ligados à música, sempre acreditaram que a educação dos filhos devia passar por aí. E embora nunca imaginassem que tal fosse acontecer assim tão cedo, a verdade é que, ainda antes dos 3 anos, Dinis já mostrava uma aptidão musical fora do normal: “Uma vez, vínhamos do São João e trazia o Dinis aos ombros. Quando dou por mim, estava a bater com as mãos a imitar a percussão dos que estavam a atuar, exatamente ao mesmo ritmo que eles”.

Os pais dirigiram-se a uma escola de música de Braga, mas, como era muito novo, sugeriram-lhe que esperassem até ele ser um pouco mais velho. Ainda assim, aceitaram recebê-lo e, hoje, já lá vão 13 anos de educação musical, sempre na mesma escola (Conservatório Bomfim).

Com 5 anos começou a aprender a tocar guitarra (clássica) – ‘O plano A era a percussão, mas não havia, e a verdade é que nunca mais quis outra coisa’ – e até ao 9º ano manteve o regime de ensino articulado. No secundário, contudo, acabou por optar pelo ensino supletivo, pois quer seguir medicina e precisa das notas de Biologia e Matemática. Ainda assim, pretende manter o estudo da guitarra para poder continuar a evoluir neste instrumento e assim melhorar as suas capacidades e quem sabe um dia, poder dar concertos a solo, interpretando peças dos compositores que admira, como por exemplo, Agustín Barrios, J.K. Mertz, H. Villa-Lobos, Duarte Costa e tantos outros

O Dinis é extremamente competitivo e adora desafiar-se. Com a guitarra não é diferente, sempre que consegue conciliar com a escola, participa em concursos de música (maioritariamente de guitarra clássica). Tem a sorte de ter um professor de instrumento que o compreende e ajuda a crescer musicalmente, propiciando-lhe na devida medida um repertório que lhe dá prazer tocar.

Nos concursos em que tem participado tem obtido bons resultados, mas o que mais gosta é da partilha de experiências que resulta do contacto com músicos de diferentes escolas e países. Igualmente importante são os comentários que os jurados no final da competição fazem e que o ajudam a melhorar.

O próprio jovem conta que, uma vez, lhe disseram que era demasiado novo para conseguir tocar a peça Tango en Skai, de
Roland Dyens e ele não fez mais nada: aprendeu a tocá-la e provou o contrário.

O Dinis gosta de se desafiar e o GTP é mais um teste. “Já há uns anos que ele falava nisso, pelo que decidimos arriscar. Vamos ver como corre, porque ele estava habituado a fazer uns 15 concursos por ano e desde a pandemia que não vai a nenhum. Mas acho que a maior dificuldade vai ser estar em frente às câmaras, porque não está habituado a elas e por isso poderá ficar nervoso.

Tem como grandes referências o guitarrista Dejan Ivanovic e o seu professor, Roberto Garcia Hernandez. Está a preparar-se para esta audição no GTP desde o Natal e espera impressionar, sobretudo, o Manuel Moura dos Santos, por ser aquele com uma opinião mais sólida em relação à música clássica.