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Playboy vai deixar de mostrar mulheres nuas

Agora sim: o mundo pode acabar.

De acordo com um post publicado no site oficial da marca, a Playboy Magazine decidiu deixar de publicar fotografias de mulheres completamente nuas na edição impressa da revista.

A primeira edição da Playboy data de 1953 e tinha Marilyn Monroe na capa (ainda não totalmente despida). Mas o Mundo mudou e o que outrora só se podia ver nesta revista é agora facilmente encontrável, diariamente, na Internet.

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“Estamos a apenas um clique de distância de qualquer ato sexual imaginável, à borla.”

Para uma vasta geração de homens (e mulheres, por que não?), ler a Playboy era um ritual cultural, um desvio controlado e emocionante com um momento próprio. Hoje, a Internet põe à disposição toda a parafernália sexual que um adolescente imagina, sejam fotografias de mulheres nuas, vídeos eróticos ou pornografia. O espaço que custou tanto à Playboy ganhar e manter é agora muito menos chocante e único.

As vendas da Playboy desceram dos 5.6 milhões em 1975 para cerca de 800,000 atualmente, de acordo com Alliance for Audited Media. A edição mais vendida de sempre foi a de Novembro de 1972, com 7 milhões de cópias.

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A revista tentou reinventar-se algumas vezes. Na versão online, por exemplo, não é possível ver as fotografias das mulheres despidas, incentivando a que os aficcionados não deixassem de comprar a versão em papel. Depois de terem adotado esta estratégia em Agosto, a Playboy viu as visitas ao site descerem em 12 milhões…

 

Wow. Check out @TaniaMariaMUA’s photo shoot. – link in our bio @Playboy

Uma foto publicada por Playboy (@playboy) a

Esta nova estratégia será aplicada a partir de Março de 2016, com a primeira revista nestes moldes a sair em Fevereiro. “Isto significa que as modelos, celebridades e, sim, Playmates não estarão nuas pela primeira vez desde que Hugh Hefner lançou a primeira edição em 1953 (…) Sim, estamos a correr um risco por nos tornarmos non-nude, mas esta companhia – tal como todas as grandes companhias – tem risco no seu ADN. Foi construída em torno de uma revista que toda a gente pensou que não vingaria, mas agora é impossível (pelo menos para nós) imaginar um mundo sem a Playboy. O nosso jornalismo, arte, fotos e ficção desafiaram normas, expectativas e desenharam um novo tom durante décadas. Por isso dizemos: por quê parar agora?”  

Hello @EmilySears. More pics of #EmilySears – link in our bio @Playboy

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