• Poder Soul

    9 agosto 2021 – 13 agosto 2021

    Segunda-feira

    The Fun Company

    Zambezi

    Funco

    The Fun Company foi um misterioso grupo de Detroit que esteve activo na viragem dos 60 para os 70 e que apenas editou um sete-polegadas.

    O disco terá sido resultado do investimento de Rudy Robinson, teclista, compositor, produtor e editor que, além de ter trabalhado com gigantes como The Temptations, George Clinton, The Dramatics, Four Tops ou Isaac Hayes, entre muitos outros, e de ter sido o mentor de projectos como Morning, Noon + Night e Rudy Robinson + The Hungry Five, fundou a New Moon Records, independente que lançou este single, sob a marca Funco.

    Gravado em 1970, “Zambezi” não chegou para a Fun Company fazer carreira, mas transformou-se num dos grandes clássicos da cena Deep Funk, desde que foi desvendado por Keb Darge, no início dos anos 90.

    Uma intensa e contagiante versão do instrumental escrito por Donny Hathaway e Richard Evans, para as Soulful Strings, que sendo rara no seu formato original, deve constar de qualquer coleção, através da reprensagem de que foi alvo, em 2017.

     

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  • Poder Soul

    9 agosto 2021 – 13 agosto 2021

    Terça-feira

    Johnson, Hawkins, Tatum + Durr

    Your love keep drawing me closer

    Capsoul

    Ainda muito novos, Virgil Jonhson, Al Dawson, Wille Tatum e Norris Durr formaram o grupo vocal The Revelations, no fim da década de 60, em Columbus, no Ohio.

    Um amigo arranjou-lhes uma audição com Bill Moss, depois deste ter acabado de criar a Capsoul, e o quarteto foi imediatamente contratado pelo lendário artista e Dj de rádio.

    Moss achou que, a exemplo do que tinham feito Crosby, Stills, Nash + Young, o quarteto devia incluir os apelidos dos seus membros e rebatizou-o como Johnson, Hawkins, Tatum + Durr e, mesmo depois de ter percebido que tinha confundido o nome de família de Al Dawson, a designação assim ficou.

    Entre 71 e 72, os quatro jovens gravaram dois singles, antes de Virgil achar que estava destinado a outros vôos e que o seu talento estava a ser limitado pelos seus pareceiros e pela crucial independente local e ir, sem sucesso, tentar a sua sorte para Los Angeles, provocando a dissolução do grupo.

    “Your love keep drawing me closer” é o lado b do seu disco de estreia e, para mim, o mais genial, dos belos quatro temas que nos deixaram

    Um verdadeira obra-prima Crossover, com uns grandes arranjos e uma interpretação superlativa, que se transformou num hino no seio da cena Soul especializada.

     

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  • Poder Soul

    9 agosto 2021 – 13 agosto 2021

    Quarta-feira

    Yellow Sunshine

    Yellow Sunshine

    Gamble

    Em 1972, os irmãos Karl e Ronald Chambers juntaram-se a Lester e Idres Young, Dexter Wansel e Ron Harding para formarem os Yellow Sunshine, em Filadélfia.

    A banda apenas esteve junta o tempo suficiente para gravar um Lp, para a Gamble, que, apesar de não ter tido qualquer sucesso na altura, veio a servir de base a vários hinos da cultura Hip Hop.

    Dexter Wansel viria a tornar-se numa das figuras chave da decisiva cena daquela cidade, bem como Ronald Chambers que, depois de ter sido recrutado pela MFSB, se tornou num ultra-requisitado músico de sessão, a exemplo do que sucedeu com o seu irmão.

    Com o mesmo nome da banda e do seu único longa-duração, “Yellow Sunshine” foi gravado em 73, prensado em sete-polegadas e é, provavelmente, o mais emblemático tema do seu histórico disco.

    Um musculado tema Funk Rock, suportado por um back-beat inconfundível, que está entre a mais obrigatória música negra daquela década.

     

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  • Poder Soul

    9 agosto 2021 – 13 agosto 2021

    Quinta-feira

    Bordeaux

    Paradise’s love

    Rainbow

    Bordeaux foi um projecto dos irmãos Byron e Derek Bordeaux que apenas gravou um obscuro sete-polegadas.

    Aparentemente baseados em Newport Beach, na Califórnia, os dois irmãos deixaram a sua marca com a edição de dois singles, entre 82 e 84: primeiro como Bordeaux e, depois, como Axis, ambos prensados pela misteriosa Rainbow Records, marca que parecem ter criado para o efeito.

    Ainda se mativeram em actividade até ao fim dos anos 80, tendo registado mais um maxi, de originais, e um questionável álbum, apenas composto por versões.

    “Paradise’s love” foi o seu disco de estreia e, na minha opinião, o seu momento supremo.

    Uma bela canção Disco Funk que, sendo rara e valiosa no seu formato original, foi reeditada pela Fantasy Love e pela Star Creature, num doze-polegadas que também tem uma extraordinária releitura de Kon.

     

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  • Poder Soul

    9 agosto 2021 – 13 agosto 2021

    Sexta-feira

    Morris

    Can we melt the ice

    Plush

    Morris James Williams já tinha um longo percurso, como compositor e executivo em companhias discográficas, antes de tentar a sua sorte em nome próprio, no príncipio do anos 80.

    Nativo de Chicago, começou a cantar no Liceu, sob a tutela de Johnny Moore, antes de ir trabalhar para a Mercury, a meio da década de 60. 

    Depois de passar pela Brunswick, mudou-se para Memphis, na primeira metade dos 70, para colaborar com Willie Mitchell, na Hi Records.

    Entretanto foi escrevendo canções para nomes como Garland Green, Hi Rhythm, Walter Jackson, Superior Movement, Willie Darrington ou Henrietta Thomas.

    Estreou-se em disco, como Magic Morris, em 83, e, ainda nesse ano, durante um período que passou em Los Angeles, a trabalhar com Rick James, gravou o seu último esforço discográfico, aquele que lhe valeu um estuto de culto no seio da cena especializada.

    Regressado a Memphis, voltou aos bastidores acabando por, em 95, fundar a Ecko Records, marca de referência dos Blues e do Gospel contemporâneo.

    Lançado pela Plush, minúscula independente de Hollywood – “Can we melt the ice” – foi o seu último e mais genial disco.

    Uma verdadeira bomba Modern Soul, com uns arranjos e uma produção extremamente futuristas que, felizmente, foi reprensada pela filandesa Traveller Records, em 2014.

     

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