• Poder Soul

    20 setembro 2021 – 24 setembro 2021

    Segunda-feira

    Smokey Johnson

    I can’t help it

    Nola

    Nascido em 1936, em New Orleans, Smokey Johnson foi um dos mais carismáticos bateristas daquela mítica cidade.

    Começou a tocar trombone, ainda criança, e, aos doze anos, adoptou a bateria, tendo iniciado o seu percurso profissional, cinco anos mais tarde, em clubes nocturnos locais, como o emblemático Tijuana.

    Depois de terminar o Liceu, passou pelas bandas de James “Sugarboy” Crawford e de Roy Brown, substituiu Earl Parlmer no grupo de Dave Bartholomew e acompanhou Fats Domino, durante quase duas décadas, para além de, entre 64 e 71, ter assinado sete singles, em nome próprio, entre os quais alguns clássicos.

    Produzido pelo decisivo Wardell Quezergue e editado pela sua Nola, em 65 – “I can’t help it” – é o segundo e o meu favorito desses sete-polegadas.

    Um grande instrumental, que cruza de forma genial Jazz, Rhythm + Blues e Funk e que, além de espelhar na perfeição o seu imenso talento, se transformou num hino obrigatório nos vários quadrantes da cena retro.

     

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    20 setembro 2021 – 24 setembro 2021

    Terça-feira

    The Radiants

    It ain’t no big thing

    Chess

    The Radiants foi um importante quinteto vocal formado em 1960, em Chicago, por Maurice McAlister, Wallace Sampson, Jerome Brooks, Elzie Butler e  Green “Mac” McLauren.

    Depois de os seus membros terem iniciado as suas carreiras na Igreja e em grupos Gospel, como The Golden Gospeltones ou The Greater Harvest Baptist Church Choir, reuniram-se enquanto The Troubadors, antes de se dedicarem à música secular, com a designação que ficaria para a história.

    Em 1962, foram contratados pela Chess para iniciarem um rico percurso discográfico que, nos dez anos que se seguiram, se reflectiu na gravação de perto de duas dezenas de singles, com alguns acertos na sua formação, até porque Maurice + Mac, também fizeram carreira em duo, entrando e saindo dos Radiants, a partir de 67.

    Gravado em 65, “It ain’t no big thing” é o maior dos vários hinos que nos deixaram.

    Uma obra-prima Crossover, que se transformou num absoluto clássico Northern Soul e que é obrigatória em qualquer coleção que se proponha a cobrir a melhor música negra daquela década.

     

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    20 setembro 2021 – 24 setembro 2021

    Quarta-feira

    Grady Tate

    Be black baby

    Skye

    Baterista de eleição, mas também vocalista, Grady Tate nasceu em Durham, na Carolina do Norte, em 1932.

    Como muitos da sua geração, começou a cantar na Igreja, mas problemas com a sua fágil voz, levaram-no a dedicar-se a aprender a tocar bateria, sózinho, ofício que consolidou quando foi para a Força Aérea, entre 51 e 55.

    Depois de regressar à sua cidade natal, para terminar os estudos universitários, foi para Washington D.C., em 59, onde tocou com Wild Bill Davis, antes de se fixar em Nova Iorque, quatro anos mais tarde, para arrancar para uma marcante carreira, que o levou a gravar ao lado de nomes como Jimmy Smith, Wes Montgomery, Quincy Jones, Stan Getz, Ella Fitzgerald, Roland Kirk, Count Bassie ou Duke Ellington, entre muitos outros.

    Em 68, incentivado por Gary McFarland, estreou-se em nome próprio, gravando, para a Skye, o primeiro de uma dúzia de Lps, onde, para além do seu génio na bateria, se evedencia o seu grande talento vocal.

    Prensada em single, em 69, pela marca dirigida McFarland – “Be black baby” – será a mais marcante dessas gravações.

    Uma imensa canção Funky Soul, contaminada pelo Jazz, que é um dos grandes hinos do movimento de emancipação negra e um incontornável clássico da cena Rare Groove.

     

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    20 setembro 2021 – 24 setembro 2021

    Quinta-feira

    Black Soul Express

    Party time

    Black Soul Express

    Liderados por Kenny Hall, os Black Soul Express foram uma evolução dos Florida Soul Twisters, grupo formado por elementos da profícua Marching Band da Stone High School, de Melbourne, que esteve activo na viragem dos 60 para os 70.

    Embora os Twisters tenham sido uma presença constante em clubes locais, como Dust Trail ou o Guys + Dolls, e fizessem gigs de fim-de-semana em cidades como Macon, Pensacola ou Daytona, nunca gravaram qualquer disco, ficando “presos” a versões de temas do Top 40.

    Querendo mais para os Express, Kenny Hall foi com a banda até ao obscuro Gaff Studio, em Ocala, para gravar o seu único disco.

    Gravado em 1975 e auto-editado, “Party time” não terá feito nada pelo grupo de Kenny Hall, que acabou por se juntar ao seu irmão Charles, para uma nova e também efémera aventura, chamada New Ghetto Express.

    Esta autêntica bomba Funk, acabou por se transformar num ultra-disputado troféu, entre os mais abastados Djs e colecionadores da cena especializada e foi incluída na espantosa caixa da Numero Group: “Eccentric Soul: Omnibus vol.1”.

     

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    20 setembro 2021 – 24 setembro 2021

    Sexta-feira

    Steven Toll

    The Freeze

    Darien

    Filho de uma pianista e de um cantor de Ópera, Steven Toll começou a aprender música, ao lado da mãe, com apenas quatro anos.

    Aos nove, optou pelo violino e iniciou a sua formação clássica no Curtis Institute of Music, de Filadélfia, a sua cidade natal, onde, mais tarde, pegou na guitarra e fundou os Maxwell.

    A meio dos anos 70, foi para Nova Iorque, para prosseguir os seus estudos, na Universidade de Columbia, e, para financiar a sua educação, foi trabalhar para os míticos Electric Ladyland Studios, onde se cruzou com nomes como Richie Havens.

    Acabou por se especializar em música medicinal e na sua vertente terapeutica em doenças mentais, como Alzheimer ou Demencia, mas, ainda, nos deixou um sete-polegadas de culto.

    Gravado em 76, para a Darien Records, pequena e misteriosa independente de Mt. Laurel, em New Jersey – “The Freeze” – tema que já tocava com os Maxwell, transformou-se num cobiçado disco no seio da cena especializada.

    Uma enorme e contagiante canção Disco Funk, que tem levado ao rubro os mais esclarecidos clubes e que, em 2018, foi incluída na recolha da Tramp – “Can you feel it?” – tendo, finalmente, a exposição que merece.

     

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