• Poder Soul

    20 junho 2022 – 24 junho 2022

    Segunda-feira

    Edd Henry

    Your replacement is here

    Big Mack

    Edd Henry cresceu em War West, na Virginia, onde começou a tocar trombone, na banda do seu liceu.

    Depois de passar pela Força Aérea, fixou-se em Detroit, no fim dos anos 50, para frequentar o Highland Park College, e foi lá que fez toda a sua carreira.

    Começou por gravar o single de estreia da Big Mack, independente de culto fundada por Ed McCoy e, entre 1963 e 76, editou meia-dúzia de sete-polegadas para a Nu-Sound  e a sua Heavy Hank, antes de se dedicar à vida empresarial, com a criação de companhias na área da segurança doméstica e dos transportes, e à religião, tendo sido ordenado Ministro Evangelista, em 1980.

    No âmbito da sua actividade na Igreja, voltou aos discos em 86, com a gravação do notável álbum Gospel – “The Doorman” – continuando a cantar e a ensinar a Bíblia até aos nossos dias.

    “Your replacement is here” é o lado b do seu primeiro disco e, para mim, o seu mais genial momento.

    Uma deliciosa canção Soul, registada na companhia de dez incógnitos músicos, no lendário United Sound, que está entre o melhor que a explosiva Motor City nos deu naquela década.

     

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  • Poder Soul

    20 junho 2022 – 24 junho 2022

    Terça-feira

    York Wilborn + The Psychedellic Six

    Psychedellic hot pants

    True Soul

    Nativo de Little Rock, no Arkansas, York Wilborn começou por se dedicar ao clarinete, antes de adoptar o saxofone e a flauta na Dunbar High School, onde formou a sua primeira banda – The Thrillers – quando frequentava o nono ano.

    O seu talento nato para escrever canções levou-os até Memphis, em 1958, para terem a sua primeira experiência de estúdio, com a gravação de um single para a Fernwood, independente fundada por Scotty Moore, então guitarrista de Elvis Presley.

    Com constantes mudanças no seu line-up, das quais apenas York Wilborn e o baterista Amos Ransome, os Thrillers transformaram-se nos Invaders e estes nos Psychedelic Six, a designação com mais notoriedade.

    Depois de editar um single para a De’Voice, em nome próprio, York e os seus Psychedelic Six, iniciaram a sua relação, com Lee Anthony para gravarem os seus discos de maior culto e participarem no mítico catálogo da True Soul, aventura comunitária que este havia criado a partir da Soul Brother, a sua loja de discos.

    “Psychedelic hot pants” é o mais raro, cobiçado e genial desse par de sete-polegadas.

    Um tremendo instrumental Funk, que deve tanto a James Brown, como a Eddie Harris, a Fela Kuti ou ao tema dos filmes de James Bond e que, sendo impossível de localizar no seu formato original, foi recuperado na excelente recolha que a Now Again dedicou à True Soul, nesta inédita versão integral.

     

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  • Poder Soul

    20 junho 2022 – 24 junho 2022

    Quarta-feira

    Bozambo

    Get it on the music

    Discques Esperance

    Então radicado em Paris, o baterista nativo do Burkina Faso Georges Ouédraogo juntou-se a Jimmy Hyacinthe, Rato Venance, Coco Jean Pierre e Adel Dabo, quatro músicos da Costa do Marfim residentes na Cidade Luz, para formar os Bozambo, em 1973.

    Embora os seus três Lps tenham sido gravados e editados, entre 73 e 78, na capital francesa, para marcas como a Disc’ Africana, a Mancool Maniatakis e a Disques Esperance, os Bozambo foram uma das mais bem-sucedidas bandas africanas daquela década, à custa de incursões pelo Funk e pelo Disco, que lhes renderam centenas de milhares de discos vendidos.

    “Get it on the music” foi registado como parte de “3”, o seu derradeiro longa-duração, prensado em sete-polegadas e é, para mim, a maior e a mais intemporal das suas várias contribuições para as pistas de dança.

    Uma contagiante e musculada canção Disco Funk, com uma enorme produção e um genial trabalho de Moog, que soa hoje tão acutilante como quando foi gravada.

     

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  • Poder Soul

    20 junho 2022 – 24 junho 2022

    Quinta-feira

    The Unit III

    Feel-in

    Moonstone

    Sabe-se muito pouco acerca destes Unit III.

    Pela escassa informação disponível é fácil perceber que serão oriundos de Miami e que estiveram activos durante a década de 70, tendo, entre 75 e 79, editado um single nome próprio, e servido de backing-band em mais dois, assinados pelas irmãs Gwen e Cassondra Callaway, para B’ Fli Discs.

    Este sete-polegadas foi editado pela Moonstone, uma subsidiária da JEMKL Record Corporation, operação editorial fundada pelo empresário local – Emile Petite – com um questionável critério artístico, que privilegiou o Country, mas que teve incursões pela Pop, pelo Rock, pelo Easy Listening, pelo Funk, pela Soul e, até, pela comédia.

    “Feel-In” acabou por ser o disco que assegurou à Moonstone um lugar na história.

    Uma imensa canção Modern Soul midtempo que, embora não seja barata, não obriga ninguém a loucuras para ser assegurada e é completamente obrigatória nas mais exigentes colecções.

     

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  • Poder Soul

    20 junho 2022 – 24 junho 2022

    Sexta-feira

    Pure Gold

    Summer

    Capitol

    Reginald Johnson, Delano Lawhorn, Mike Stiggers, Ronald Spencer, Ronald Hayes, Ronald Glover, Dwight Debro e Gergory Corprew formaram os Pure Gold em Columbus, no Ohio, na viragem dos 70 para os 80.

    Com a excepção de Hayes, que tinha composto “Itch and Scratch”, um dos hinos imortalizados por Rufus Thomas, e de Debro, que escreveu o Graal dos Star Quake – “Don’t you know I love you” – esta era a primeira experiência destes talentosos músicos, que foram o pretexto para Leonard Rowe se aventurar na produção e no management, tendo-lhes assegurado um promissor contrato com a Capitol.

    Em 1981, os Pure Gold foram até aos Mastersound Studios, em Atlanta, para gravar aquele que seria o seu único Lp: um sólido e colecionável longa-duração, homónimo, composto por uma mão cheia de grandes canções.

    Com arranjos e produção de Dennis Williams, disputado músico que colaborou com nomes como The Topics, The O’Jays, Jean Carn, Jerry Butler ou Joe Coleman, entre muitos outros – “Summer” – é o tema de abertura do lado b do disco e, para mim, o mais conseguido dos seus vários momentos de excepção.

    Uma maravilhosa canção Soul, contaminada pelo mais sofisticado Disco e Boogie, que nunca falha quando lançada nas mais esclarecidas pistas de dança.

     

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